Ao Vivo em Montreux
A Cor do Som
1979

Porque Merece Estar na Lista
Ao Vivo em Montreux, o segundo álbum do grupo A Cor do Som, lançado em 1978, marca um momento singular na história da música brasileira, registrando o primeiro show de um grupo do país no prestigiado Montreux International Jazz Festival. Este disco é notável por seu virtuosismo exacerbado e por apresentar um material quase todo inédito, consolidando a identidade instrumental da banda em um palco internacional. Uma característica distintiva deste trabalho em relação ao seu antecessor é a maior exploração de instrumentos elétricos e sintetizadores, evidenciando uma sonoridade mais ousada e contemporânea para a época. Exemplos disso podem ser ouvidos na versão de "Espírito Infantil", que exemplifica a inovação e criatividade musical do grupo.
Contexto
A participação do A Cor do Som no Montreux International Jazz Festival ocorreu após um convite do idealizador do evento, Claude Nobs, que teve a oportunidade de conhecer a banda em uma festa promovida pela gravadora Warner. Este convite colocou o grupo em um palco de reconhecimento internacional, um feito inédito para um conjunto brasileiro de sua natureza musical na época.
Gravação
O álbum Ao Vivo em Montreux é uma gravação do show da banda no Montreux International Jazz Festival, em 1978. O grupo apresentou um repertório quase todo inédito, marcado por um virtuosismo instrumental. A produção da gravadora WEA registrou essa performance histórica.
Músicas
O repertório do álbum se destaca pela apresentação de material quase todo inédito, refletindo a grande criatividade da banda na época. A sonoridade é marcada por um uso mais intenso de instrumentos elétricos e sintetizadores, como pode ser percebido na versão da canção "Espírito Infantil", que demonstra a evolução e experimentação musical do grupo.
Legado
Apesar da inquestionável qualidade musical e da grande criatividade do A Cor do Som, Ao Vivo em Montreux, assim como seu antecessor, enfrentou baixas vendas, o que levou a gravadora WEA a pressionar o grupo a incorporar números cantados em suas apresentações. Embora adotada com relutância no álbum seguinte, Frutificar, essa nova fórmula impulsionou o conjunto a um significativo sucesso comercial no final dos anos 1970 e ao longo dos anos 1980. Não obstante as vendas iniciais, Ao Vivo em Montreux é amplamente considerado por muitos críticos como um dos mais importantes discos pós-tropicalistas do Brasil e da própria banda, reconhecendo seu valor artístico e sua contribuição para a música instrumental brasileira.
Ranking nas Listas
Faixas
Créditos
Charles Gavin
Charles Gavin
Gian Uccello
Guilherme Calicchio
Charles Gavin, Ricardo Garcia
Sergio Chataignier
Cilene Roso
Charles Gavin, NewXtension Design
Silvia Panella
Marcelo Fróes
