Angels Cry
Angra
1993

Ranking nas Listas
Por Que Esse Disco é Importante
Angels Cry marca a vibrante estreia do Angra, uma das mais proeminentes bandas brasileiras de power metal. Lançado primeiramente no Japão em 1993 e, posteriormente, no resto do mundo em 1994, o álbum rapidamente estabeleceu o grupo com sua sonoridade distintiva e ambiciosa. A obra destaca-se por sua fusão inovadora de elementos clássicos e toques da música brasileira, elevando o gênero a novas alturas. A riqueza musical do álbum é evidente na incorporação de arranjos eruditos em suas composições. A faixa-título, por exemplo, habilmente insere um breve trecho do "Caprice no. 24" de Paganini, enquanto "Evil Warning" surpreende com uma passagem de "Winter" de Vivaldi. Essa experimentação sonora culmina em "Never Understand", que reverencia a cultura nacional ao introduzir um arranjo breve de "Asa Branca", de Luiz Gonzaga, demonstrando a ousadia e a identidade única que o Angra propôs desde seu primeiro trabalho.
Gravação
A gravação de Angels Cry foi um processo complexo e desafiador, conforme relatado pelo vocalista Andre Matos, que descreveu a experiência como um "exílio". As dificuldades surgiram da inexperiência dos músicos e das divergências nas influências musicais entre a banda e os produtores Charlie Bauerfeind e Sascha Paeth, responsáveis pela gravação. Um dos momentos mais difíceis da produção envolveu a bateria. O produtor Charlie Bauerfeind questionou as habilidades do baterista cofundador Marcos Antunes, oferecendo à banda a escolha entre substituí-lo por um músico de apoio, Alex Holzwarth, usar uma bateria eletrônica, ou ele abandonaria o projeto. A banda optou pela difícil decisão de substituir Antunes por Holzwarth, que gravou a bateria na maioria das faixas. A exceção foi o cover de "Wuthering Heights" de Kate Bush, que contou com a performance de Thomas Nack, então baterista do Gamma Ray, devido à sua familiaridade e paixão pela obra original. Curiosamente, embora as sessões de fotos e a capa do álbum apresentem Ricardo Confessori, ele só se juntaria ao Angra após a conclusão das gravações. O álbum foi gravado entre julho e agosto de 1993 no Kai Hansen Studios, em Hamburgo, Alemanha, com gravações adicionais no Horus Sound Studio em Hanôver e gravações de piano no VOX Klangstudio em Bendestorf. A mixagem foi realizada nos mesmos estúdios, predominantemente no Horus Sound Studio. A capa do disco, por sua vez, apresenta uma estátua de anjo do Cemitério São Paulo, ambientada em um campo de trigo sob um céu avermelhado, uma imagem montada por Alberto Torquato e Paulo Caciji. Houve uma disputa sobre a autoria do conceito, com Andre Matos e Rafael Bittencourt reivindicando a ideia original.
Músicas
As canções de Angels Cry demonstram uma rica tapeçaria musical, evidenciando a ousadia do Angra em mesclar o power metal com elementos eruditos e referências culturais brasileiras. A faixa-título, "Angels Cry", se destaca por incorporar um arranjo conciso do "Caprice no. 24" de Paganini, uma escolha que ressalta a formação clássica de alguns membros e a ambição musical do grupo. De maneira similar, "Evil Warning" surpreende ao integrar uma passagem da "Winter" de Vivaldi, reforçando a ponte entre o metal e a música clássica. A diversidade lírica e composicional também é notável. Enquanto a maioria das letras foi escrita por Andre Matos, a canção de número 5 teve a autoria de Rafael Bittencourt. O álbum também inclui uma interpretação marcante de "Wuthering Heights", um clássico de Kate Bush, que se tornou um ponto alto por sua adaptação ao estilo da banda. Um dos momentos mais singulares do álbum é a inserção de um arranjo breve de "Asa Branca", de Luiz Gonzaga, no início da faixa "Never Understand", um tributo à música popular brasileira que cimenta a identidade multifacetada do Angra.
Faixas
Créditos
Antonio Pirani
Charlie Bauerfeind, Sascha Paeth
Kate Bush
Angra
Andre Matos
Luis Mariutti
Ricardo Confessori
Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt
Andre Matos, Charlie Bauerfeind, Sascha Paeth
Sascha Paeth
Charlie Bauerfeind
J. Alberto Torquato
Andre Matos
Fernando Souza Filho, Paulo Caciji
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O maior disco de power metal nacional nasceu num período de entressafra das grandes bandas do estilo. Com o Angels Cry, o Angra debutava na cena revolucionando todo o conceito com elementos de brasilidade e música clássica. Após quase 30 anos, o álbum continua sendo um item indispensável na prateleira dos grandes nomes do metal. Nesse episódio, Brunno Lopez liga a máquina de Raio-X para falar sobr
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Com base em entrevistas e depoimentos inéditos, os jornalistas Leandro Souto Maior e Ricardo Schott apresentam perfis biográficos sedutores dos maiores guitarristas brasileiros. Kiko Loureiro, guitarrista do Angra na época de 'Angels Cry', é um dos nomes mais proeminentes do cenário, e este livro certamente abordaria em profundidade sua contribuição para o álbum, sendo ele seu trabalho de estreia com a banda.
Análises
Angels Cry – Wikipedia
Wikipédia, a enciclopédia livre
Angels Cry (1993): o nascimento de uma lenda chamada Angra
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Mais de três décadas depois, Angels Cry continua sendo uma obra monumental. Um disco que combina virtuosismo, sensibilidade e identidade, e que permanece como um dos marcos absolutos do metal brasileiro e um clássico incontestável do gênero em todo o mundo.
Clássicos: Angra - "Angels Cry" (1993) - Mundo Metal
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Em "Angels Cry", apostaram numa musicalidade que vinha em alta no mercado e se deram muito bem. Basicamente todas as músicas do disco são um ode a técnica, mas tudo feito sem aquela masturbação sonora chatíssima.
Resenha: Angra - Angels Cry (1993) - Roadie Metal
roadie-metal.com
A próxima música é a que dá nome ao disco. Angels Cry possui uma atmosfera rápida. Como todas as músicas da banda, ela é bem estruturada em seus arranjos, e conta com uma passagem do Capricho 24 de Paganini (violinista barroco do século XVIII) interpretado pela guitarra.
Como o Angra iniciou uma era no metal brasileiro com "Angels Cry"
igormiranda.com.br
Mesmo após três décadas desde seu lançamento, "Angels Cry", o disco de estreia da banda, continua a impressionar com suas progressões, seus solos de guitarra virtuosos e a marcante performance vocal de Andre Matos, já conhecido à época por sua participação no seminal Viper no final dos anos 1980.