As Plantas Que Curam
Boogarins
2013

Ranking nas Listas
Por Que Esse Disco é Importante
As Plantas Que Curam, lançado em 2013, marca a estreia avassaladora dos Boogarins no cenário musical, solidificando instantaneamente seu nome como uma das forças mais vibrantes e originais do rock psicodélico brasileiro contemporâneo. O álbum não apenas apresentou ao mundo a sonoridade distintiva da banda goiana, mas também serviu como um farol para a nova onda neo-psicodélica e de gravações lo-fi que reverberava globalmente, traduzindo com maestria o espírito musical da época.
Contexto
A gênese dos Boogarins remonta a 2012, em Goiânia, quando os amigos de infância Dinho Almeida (voz e guitarra rítmica) e Benke Ferraz (guitarra solo) começaram a registrar suas experimentações musicais. Ainda durante o ensino médio, a dupla produziu um EP com seis faixas em gravação caseira, que mais tarde daria origem ao álbum. Este processo inicial, pautado pela informalidade e pela busca por uma sonoridade única, estabeleceu as bases para o que se tornaria um dos grupos mais aclamados do país. Embora Goiânia seja historicamente associada à música sertaneja, a cena independente local já fervilhava com o indie rock, e os Boogarins emergiram desse contexto com uma proposta psicodélica que destoava, mas que rapidamente capturou a atenção.
Gravação
O álbum As Plantas Que Curam tem suas raízes em um processo de gravação essencialmente caseiro, conduzido por Dinho Almeida e Benke Ferraz. Em 2012, antes mesmo da formação do quarteto, a dupla se reunia aos domingos, utilizando o pouco equipamento disponível para dar vida às suas composições. Essa limitação de recursos, inclusive, acabou por forjar parte da estética sonora característica do disco, onde a voz de Dinho se destacava na mixagem. Quando a gravadora Other Music se interessou pelo material, o EP original de seis faixas foi expandido para um álbum completo. A produção do disco final foi creditada à própria banda, composta por Dinho, Benke, Hans Castro na bateria e Raphael Vaz no baixo, com a masterização de Timothy Stollenwerk.
Músicas
A sonoridade de As Plantas Que Curam é um caleidoscópio de cores e texturas, onde vozes submersas e guitarras carregadas de efeitos constroem um universo de delírio e imaginação. A faixa de abertura, "Lucifernandis", é um cartão de visitas impactante, com seu riff inicial "gonzo, ligeiramente fora de tempo", que remete diretamente à influência de Os Mutantes, mas com uma roupagem fresca e contemporânea. O álbum desfila por canções como "Erre", um rock mutante de guitarras fuzz e produção atmosférica, e "Infinu", marcada por leads distorcidos e melodias etéreas. Em faixas como "Despreocupar", encontramos um lirismo shoegaze misturado à indolência de um dia de verão, enquanto "Hoje Aprendi de Verdade" e "Paul" (esta última, uma homenagem ao estilo Sgt. Pepper's de Paul McCartney) demonstram a versatilidade composicional da banda. As letras, muitas vezes enigmáticas, somam-se aos ruídos e timbres incomuns, e ao uso de 'found sounds' e produção psicodélica oculta em quase todas as faixas, criando uma experiência auditiva rica e original.
Legado
Desde seu lançamento, As Plantas Que Curam foi amplamente aclamado pela crítica especializada, recebendo 4.5 de 5 estrelas do Allmusic e uma avaliação de 7.1/10 da Pitchfork. O disco foi um marco tão significativo que, em 2016, chegou a ser indicado ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa. O sucesso do álbum catapultou os Boogarins para o reconhecimento internacional, garantindo um contrato com a gravadora Other Music e uma extensa agenda de turnês pela Europa, Estados Unidos e América Latina, com participações em festivais renomados como South by Southwest, Primavera Sound, Lollapalooza e Coachella. Considerado um "clássico instantâneo da Neo Psicodelia", As Plantas Que Curam estabeleceu a banda como um dos nomes mais importantes da música brasileira contemporânea, influenciando uma nova geração e consolidando sua posição no cenário global. Em 2024, para celebrar uma década de seu impacto, o álbum ganhou uma edição deluxe comemorativa.
Faixas
Créditos
Roger Marques
Fernando Almeida
Benke Ferraz
Marcelo Carvalho
Pedro Kastelijns
Hans Castro
Timothy Stollenwerk
Daniel Sousa
Brandon Seavers
Renato Reis
Podcasts
Bota O Disco Aí · Bota O Disco Ai
No episódio de hoje do Bota O Disco Aí, a Caveira traz Allan Portes do Pixel Tutorial para falar d"As Plantas Que Curam" da banda goiana Boogarins, veio com uma nova safra do rock psicodélico, ele vem com esse álbum gravado de forma caseira que ganhou o mundo e projetou eles para shows internacionais.Podcasts: @eu_sou_a_caveira @muradisammyrConvidado: @allancportes @pixeltutoriais#thebeatles #boog
Análises
As Plantas Que Curam – Wikipedia
Wikipédia, a enciclopédia livre
Boogarins - As Plantas Que Curam (2013) | cenaindie
cenaindie.com
O EP "As Plantas Que Curam", do Boogarins, é fruto de um processo criativo orgânico, iniciado em 2012 com encontros na casa de Benke. A gravação, feita de forma independente, abraçou as "dificuldades" do ambiente caseiro, transformando-as em características marcantes e um charme lo-fi.
Crítica | Boogarins: "As Plantas Que Curam" - Música Instantânea
musicainstantanea.com.br
Vozes submersas, guitarras carregadas de efeitos e o mais completo delírio. Em As Plantas Que Curam (2013), primeiro álbum de estúdio do grupo goiano Boogarins, cada composição transporta o ouvinte para um novo território criativo.
Disco: "As Plantas Que Curam", Boogarins - Música Instantânea
musicainstantanea.com.br
Curioso que ao passear por As Plantas Que Curam (2013, Other Music), estreia da banda goiana Boogarins, toda a essência de Arnaldo Baptista e seus parceiros se manifeste clara e identificável, mas nem por isso incapaz de borbulhar inédita nos ouvidos do espectador.
Boogarins - As Plantas Que Curam (2013) - PEQUENOS CLÁSSICOS PERDIDOS
pequenosclassicosperdidos.com.br
A ex-dupla - hoje quarteto - Boogarins vem de Goiás e lançou neste ano seu primeiro álbum cheio, As plantas que curam. Mas poderiam perfeitamente ter surgido em algum momento de 1968 numa garagem colorida de San Francisco.