Cê
Caetano Veloso
2006

Ranking nas Listas
Por Que Esse Disco é Importante
Cê, o vigésimo sétimo álbum de estúdio de Caetano Veloso, lançado em 2006, marca um ponto de virada na discografia do artista, apresentando uma sonoridade mais crua e minimalista, frequentemente comparada ao indie rock. O trabalho foi concebido com uma banda específica em mente, montada em parte pelo guitarrista Pedro Sá, o que contribuiu para uma abordagem mais orgânica e direta das composições. O título, derivado da gíria coloquial "cê" para "você", reflete a intimidade e a espontaneidade que permeiam o álbum. Liricamente, Cê se destaca pelo foco explícito e abrangente na sexualidade humana, explorando temas carnais e até mesmo papéis sexuais não convencionais, o que o torna uma obra notavelmente franca e introspectiva na carreira de Caetano Veloso.
Gravação
A concepção de Cê foi intencionalmente focada na banda, com a maior parte do material sendo composta já pensando na performance conjunta. O guitarrista e percussionista Pedro Sá, confirmado previamente no projeto, teve a incumbência de selecionar os demais músicos. A gravação principal do álbum foi surpreendentemente ágil, concluída em apenas duas semanas, um feito atribuído aos extensos ensaios realizados nos meses anteriores. Contudo, o processo total, incluindo a produção das faixas rítmicas, estendeu-se por mais seis semanas. Caetano Veloso revelou que a "concisão" do som do álbum era uma intenção deliberada, facilitada pela colaboração com os jovens músicos.
Músicas
A temática lírica de Cê atraiu grande atenção crítica, sendo consistentemente descrita como "carnal" e profundamente focada na sexualidade. O álbum exibe uma profusão de representações poéticas e uma preocupação generalizada com o sexo e a melancolia, destacando-se pela abordagem de papéis sexuais não convencionais e uma introspecção sobre a própria orientação sexual de Veloso. Caetano Veloso descreveu Cê como o resultado de uma "mutação", um desejo de criar um álbum de rock despretensioso que acabou não se concretizando exatamente como planejado, assim como a ideia inicial de um álbum de samba. As canções foram todas compostas por Veloso, refletindo essa fase de experimentação e liberdade criativa.
Legado
Cê foi recebido com "críticas geralmente favoráveis", alcançando uma pontuação de 75 em 100 no agregador Metacritic, com base em 12 resenhas. Críticos como Sasha Frere-Jones, do The New Yorker, descreveram o álbum como o mais próximo do indie rock na discografia de Veloso, elogiando seus ritmos marcantes e a fluidez do gênero. Ben Ratliff, do The New York Times, notou a abordagem "mesquinha no espectro emocional" e a crueza das composições. Embora Philip Jandovský da AllMusic tenha atribuído três de cinco estrelas, considerando que faltava a "faísca criativa" característica de Veloso, Mallory O'Donnell da Stylus Magazine e Mike Powell do The Village Voice o consideraram um dos melhores trabalhos recentes do artista, destacando sua simplicidade como um "triunfo". O álbum foi reconhecido com o Grammy Latino de Melhor Álbum de Cantor-Compositor.
Faixas
Créditos
Caetano Veloso, Marcelo Callado, Pedro Sá, Ricardo Dias Gomes
Moreno Veloso
Caetano Veloso
Caetano Veloso
Ricardo Dias Gomes
Marcelo Callado
Pedro Sá
Max Pierre
Pedro Sá
Ricardo Garcia
Daniel Carvalho, Moreno Veloso
Bruno Stehling, Fernando Fischgold, Igor Ferreira, Leonardo Moreira
Daniel Carvalho
Caetano Veloso
Pedro Einloft
Daniel Carvalho, Giovana Chanley, Javier Scian, Leonardo Moreira, Rodrigo Amarante
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Vídeos
"Cê" - Caetano Veloso | Melhores discos brasileiros dos anos 2000 | Alta Fidelidade
Alta Fidelidade
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Os 500 Maiores Álbuns Brasileiros de Todos os Tempos
Ricardo Alexandre · 2022
A maior eleição de música brasileira já feita: 162 especialistas, entre jornalistas, críticos, músicos, produtores e podcasters, indicaram, cada um, 50 discos essenciais, apoiados por uma masterlist de mais de 2.000 obras. Encabeçada por Ricardo Alexandre, com tabulação de Sérgio Jomori, foi publicada em dezembro de 2022 em um livro de 200 páginas em capa dura, com projeto gráfico de Fernando Pires.

Verdade tropical
Caetano Veloso · 1997
Esta é a autobiografia seminal de Caetano Veloso, onde ele narra seus anos de formação, o efervescente cenário intelectual e cultural do Brasil nos anos 1960, e o surgimento e impacto do movimento Tropicalismo. Embora publicado antes do álbum 'Cê', o livro oferece compreensões fundamentais sobre sua filosofia artística, influências e a trajetória que moldou toda a sua discografia.
A Imagem do Som de Caetano Veloso
A Imagem do Som de Caetano Veloso
Caetano Veloso
Esta é uma coleção de ensaios, entrevistas e reflexões do próprio Caetano Veloso, oferecendo profundos insights sobre sua trajetória artística, conceitos musicais e a evolução de sua 'imagem sonora'. Dado que o álbum 'Cê' marcou uma significativa guinada estilística em sua carreira, este livro é altamente relevante para compreender o contexto e a direção de sua produção musical.
Análises
Cê – Wikipedia
Wikipédia, a enciclopédia livre
Discos históricos: Cê, de Caetano Veloso (2006)
fagnermorais.substack.com
Lançado em 1º de setembro, "Cê" mudou a vida de Caetano Veloso mais uma vez. De alguém que vivia do passado e andava só fazendo regravações por quase uma década, ele se transformou ao ganhar um coro de fãs mais jovens e cheios de energia, assim como ele demonstrou ao longo de toda turnê do disco.
"Cê" (Universal Music, 2006), Caetano Veloso
discosessenciais.blogspot.com
Cê representou uma ruptura significativa na discografia do cantor e compositor baiano Caetano Veloso. Desde a década de 1990 até o lançamento de Cê, o repertório dos discos de Caetano era baseado na MPB, nos ritmos latinos e afro-baianos como axé music e o samba-reggae.
Crítica do Disco "Cê" de Caetano Veloso | PDF | Rock (música)
pt.scribd.com
O disco 'Cê' de Caetano Veloso reflete uma busca por novas sonoridades e uma conexão com o rock contemporâneo, utilizando uma banda jovem e tecnologias modernas.
Caetano Veloso - Cê - Monkeybuzz
monkeybuzz.com.br
Cê é o vigésimo sexto disco do compositor baiano e, por vezes, é referido como seu "disco de rock", principalmente pela forma como o terno violão de outrora fora substituído por guitarras distorcidas e a percussão Axé anterior revisitada com uma bateria marcante e firme.