Tropicália ou Panis et Circencis
Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé
1968

Ranking nas Listas
Por Que Esse Disco é Importante
Tropicália ou Panis et Circencis é um álbum coletivo lançado em julho de 1968, considerado um marco fundamental do movimento Tropicália. Reunindo nomes essenciais da música brasileira como Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé, o disco se apresenta como um manifesto sonoro que redefiniu paradigmas estéticos e comportamentais. A obra é notável por sua ousada fusão de elementos da cultura brasileira com inovações estéticas radicais, incorporando tendências de vanguarda e da cultura pop global, incluindo o rock e o concretismo. Com a contribuição lírica dos poetas José Capinam e Torquato Neto, e os arranjos inovadores do maestro Rogério Duprat, o álbum utiliza colagens, efeitos de sonoplastia e uma sonoridade que claramente se inspira em referências como Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos The Beatles.
Tropicália ou Panis et Circenses tem 12 faixas, disparos certeiros em tudo o que vinha antes, mas que também apontavam para o balaio de gatos que iria tomar conta do Brasil.
Paulo Cavalcanti · Rolling Stone Brasil
Contexto
O lançamento de Tropicália ou Panis et Circencis foi precedido pelo impacto significativo de Caetano Veloso e Gilberto Gil em suas apresentações no III Festival de Música Popular da TV Record, em 1967. Esse período estabeleceu as bases do Tropicalismo musical, um movimento que buscava amalgamar manifestações culturais tradicionais do Brasil com as mais recentes tendências artísticas e comportamentais da época. A Tropicália, antes de ter fins sociais ou políticos, se afirmava primordialmente como um movimento de cunho estético e comportamental.
Gravação
As gravações do álbum, que viria a ser o manifesto musical do Tropicalismo, tiveram início em maio de 1968. Para a concretização dessa visão, o projeto contou com a participação de um elenco estelar de artistas, incluindo Gal Costa, Nara Leão, Os Mutantes (Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias), Tom Zé, além dos poetas José Capinam e Torquato Neto, e o maestro Rogério Duprat, responsável por todos os arranjos do LP.
Músicas
O álbum se abre com a faixa "Miserere Nobis", uma composição de Gilberto Gil e José Capinam. Em seguida, destaca-se "Coração Materno", uma canção que, em seu contexto, era considerada de "mau gosto", evidenciando a proposta de quebra de paradigmas. A faixa-título do disco é interpretada pelo grupo paulista Os Mutantes, que imprime à canção sua marca registrada de psicodelia. Outro ponto alto é "Baby", que se tornou um grande sucesso do álbum na voz de Gal Costa.

Não poderia haver mês e ano mais adequados à gravação de Tropicália ou Panis et circensis: maio de 1968.
Arthur Dapieve · 300 Discos Importantes
Legado
Tropicália ou Panis et Circencis consolidou-se como um dos mais importantes trabalhos da música brasileira. A crítica contemporânea, na época de seu lançamento, já o reconhecia como um dos melhores discos do ano. Anos mais tarde, a revista Rolling Stone Brasil o elegeu como o segundo maior disco da música brasileira em sua lista dos "100 Maiores Discos". Em 2012, o público da Rádio Eldorado FM, Estadao.com e Caderno C2+Música do jornal O Estado de S. Paulo o votou como o nono melhor disco brasileiro da história, reiterando seu status icônico e duradouro.
Faixas
Créditos
Rogério Duprat
Manoel Barenbein
Rubens Gerchman
Podcasts
Discoteca Básica Podcast · Parasol Storytelling
Episódio final da temporada: o disco-manifesto que reuniu Gil, Caetano, os Mutantes, Gal, Duprat e Tom Zé e lançou as músicas da música brasileira pós-moderna. Convidado do episódio: Tim Bernardes. Assinantes do CLUBE DISCOTECA BÁSICA têm acesso a conteúdo extra. Saiba como assinar: https://podcastdiscotecabasica.com/assine/ Quem não tem preconceito com estilos e instrumentos está à vontade na
O Produtor da Tropicália · Parasol Storytelling
Primeiro episódio da série de entrevistas entre o jornalista Renato Vieira e o produtor Manoel Barenbein, responsável por alguns dos discos mais importantes da história da música brasileira. Nesta semana, o assunto é o disco-manifesto “Tropicália ou Panis et Circensis”, gravado por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes, Gal Costa, Tom Zé e Rogério Duprat em 1968. “O Produtor da Tropicália” é
Acorde - Música e Psicanálise · Rafael Garbuio e Ricardo Pezati
Sexagésimo sétimo episódio do podcast Acorde - Música e Psicanalise. Vamos falar da obra Panis et Circenses, de autoria de Gilberto Gil e Caetano Veloso na interpretação da cantora Marisa Monte.Esta obra foi lançada inicialmente no album Os Mutantes da banda homônima em 1968 e simultaneamente com pequenas diferenças na gravação do album coletivo Tropicália ou Panis Et Circenses de Caetano Velos
Curta Musical · Rádio Senado
Apontado como o primeiro álbum conceitual da música brasileira e um dos mais renomados da MPB, o disco coletivo Tropicália ou Panis Et Circencis é o manifesto musical do movimento tropicalista, captaneado por Gilberto Gil e Caetano Veloso. Aperte o play para conferir a história desta grande obra lançada em 1968 e ainda ouvir a música Parque Industrial, composta por Tom Zé e interpretada por Gilber
Vídeos
Tropicália ou Panis Et Circencis l O Som do Vinil (Parte 1)
Canal Brasil
Tropicália ou Panis e Circensis | O Som do Vinil (Parte 2)
Canal Brasil
Quando a MPB Explodiu: A História de Tropicália ou Panis et Circensis | Dissecando Álbum
Novabrasil and Gustavo Vaz
Entendendo a capa de 'Tropicalia ou Panis et Circensis'
André Luis Araujo
3000 Best Albums [1796] - Tropicália ou Panis et Circencis (1968) Dan's Mini Album Review
Dan's Mini Album Reviews
Estudo e Análise "TROPICALIA OU PANISETCIRCENSIS"
Felipe Brum
Filmes

Gilberto Gil Antologia Vol.1
2019
O documentário biográfico apresenta um panorama da vida e da obra de Gilberto Gil. O filme se apoia em pesquisa de acervo e materiais históricos inéditos, resultando num filme de montagem de conteúdo original.

Tom Zé: Programa Ensaio
1991
O músico baiano fala sobre sua infância em Irará, sobre o tropicalismo, sobre o período que ficou no ostracismo, em São Paulo, e seu encontro com David Byrne. Acompanhado por Milton Belmudes (guitarra), Paulo Venegas (teclado), Lauro Lellis (bateria), Gilberto Assis (baixo), Eder Sandoli (guitarra / bandolim), Jarbas Mariz (cavaquinho / percussão), Tuca Fernandes (vocal), Maisa Santos (vocal) e Carmem Nakaso (Vocal), Tom Zé interpreta músicas de seu repertório como "Parque Industrial", "Hein?", "Só (Solidão)", "Lavagem da Igreja de Irará", "São São Paulo", "Se o Caso é Chorar", entre outras.

Escutando Tom Zé
2010
Em Escutando Tom Zé, Jorge Alfredo mostra o processo criativo do artista baiano, a quem acompanhou, durante muito tempo, para entender, também, a sua relação com a cidade de Irará, no interior baiano.

Fabricando Tom Zé
2006

Gal - do Tropicalismo aos Dias de Hoje
2006
Livros
Tropicália em Tela: Política e Desbunde na TV
Rafael Zincone · 2025
Este livro explora o universo do tropicalismo musical no Brasil, investigando as movimentações artísticas, musicais e culturais da época. Guiado por ícones como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Tom Zé, o trabalho provavelmente dedica atenção significativa ao disco-manifesto "Tropicália ou Panis et Circencis" no contexto da televisão e da cultura brasileira.
Tropicália
Ana Leorne · 2025
Este retrato abrangente da Tropicália explora suas influências, resultados, contexto e principais protagonistas, demonstrando como o gênero ajudou a reinventar a identidade cultural do Brasil em um mundo pós-colonial. Sendo o álbum "Tropicália ou Panis et Circencis" o manifesto do movimento, este livro dedicaria atenção substancial a ele.

Os 500 Maiores Álbuns Brasileiros de Todos os Tempos
Ricardo Alexandre · 2022
A maior eleição de música brasileira já feita: 162 especialistas, entre jornalistas, críticos, músicos, produtores e podcasters, indicaram, cada um, 50 discos essenciais, apoiados por uma masterlist de mais de 2.000 obras. Encabeçada por Ricardo Alexandre, com tabulação de Sérgio Jomori, foi publicada em dezembro de 2022 em um livro de 200 páginas em capa dura, com projeto gráfico de Fernando Pires.
Tropicália ou Panis et Circencis
Pedro Duarte · 2020
O livro analisa o Tropicalismo como o movimento que produziu as obras mais antropofágicas da arte brasileira, refletindo criticamente sobre a formação do país. Destaca o álbum-manifesto "Tropicália ou Panis et Circencis", criado por um coletivo de artistas e músicos extraordinários, como o ápice desse movimento.

300 Discos Importantes da Música Brasileira
Charles Gavin, Tárik de Souza, Carlos Calado, Arthur Dapieve · 2008
Idealizado pelo baterista dos Titãs e pesquisador musical Charles Gavin, o livro de 434 páginas reúne capas e resenhas de discos lançados entre 1929 e 2007. Os textos ficaram a cargo dos jornalistas Tárik de Souza, Arthur Dapieve e Carlos Calado.
Análises
Tropicália ou Panis et Circencis – Wikipedia
Wikipédia, a enciclopédia livre
Tropicália ou Panis et Circencis – Os 100 Maiores Discos da Música Brasileira
Paulo Cavalcanti · Rolling Stone Brasil
Tropicália ou Panis et Circenses tem 12 faixas, disparos certeiros em tudo o que vinha antes, mas que também apontavam para o balaio de gatos que iria tomar conta do Brasil.
"Tropicália ou Panis et Circencis", uma revolução em forma de disco
igormiranda.com.br
"Tropicália ou Panis et Circencis" não foi um sucesso quando saiu. O movimento enfrentou críticas da ala mais tradicional da música brasileira por serem rock demais, de cantores de protesto como Geraldo Vandré por não serem politizados o suficiente e dos militares justamente pelo contrário.
Panis et Circenses: Crítica Tropicalista | PDF | Os Beatles ... - Scribd
pt.scribd.com
O disco "Tropicália ou Panis et Circenses" de 1968 foi gravado por artistas do movimento Tropicalista como uma crítica à política de alienação do governo militar.
Contracultura e transgressão: uma análise do álbum "tropicalia ou panis ...
periodicos.ufpe.br
Lançado no ano de 1968 o disco-manifesto coletivo Tropicália ou panis et circenses, representa um novo momento na canção brasileira: a abertura explícita aos diálogos culturais. O estudo de algumas canções desse disco-manifesto é o que impulsiona esse estudo.