Tropix

Céu

2016

Capa de Tropix
Top 100

Porque Merece Estar na Lista

Tropix, o quarto álbum de estúdio de Céu, lançado em 2016, destaca-se por apresentar uma artista em contínuo movimento e arriscando modificações estruturais a cada novo trabalho. O disco é aclamado por sua capacidade de reconectar a música popular brasileira com o pop eletrônico estrangeiro, mantendo uma sonoridade que é ao mesmo tempo radicalmente futurista e deliberadamente retrô. Sua estética é configurada sobre sintetizadores e batidas eletrônicas, que variam entre o rudimentar e o dançante, criando uma ambientação noturna e sedutora. Com uma configuração de poucos instrumentos e a voz de Céu sempre em primeiro plano, o álbum oferece uma experiência auditiva rica em detalhes. A combinação de seu timbre rouco e reverberado com guitarras distorcidas e elementos eletrônicos confere a Tropix um som particular e autoral, reforçando a singularidade da artista no cenário musical. O trabalho é elogiado por sua capacidade de ser simples e cristalino, mas ao mesmo tempo aliciante, sem aparentar esforço.

Contexto

O álbum representa um "retorno à forma" para Céu, especialmente após o seu trabalho anterior, Caravana Sereia Bloom, que foi descrito como misteriosamente breve e excessivamente comercial. Tropix reflete uma vocação para a evolução na música, na qual a artista se mantém fiel a si mesma, mas abraça novas configurações sonoras, inspirada por artistas como Kraftwerk, Tame Impala e a banda pós-punk Fellini.

Gravação

A produção de Tropix ficou a cargo de Pupillo, baterista do Nação Zumbi, e do francês Hervé Salters, conferindo ao álbum uma sonoridade distinta e aprimorada. Essa colaboração foi fundamental para moldar a estética sonora, que é elogiada por sua engenharia de gravação.

Músicas

As canções de Tropix são marcadas por uma ambientação noturna e uma instrumentação enxuta, onde a voz de Céu se sobressai. Elementos como guitarras distorcidas, batidas e componentes eletrônicos dão forma ao álbum, que é percebido como uma trilha sonora repleta de pequenos detalhes a serem descobertos a cada audição. O primeiro single, "Perfume do Invisível", lançado com um videoclipe dirigido por Esmir Filho, foi notado por sua sensualidade, evocando a mesma atmosfera da canção "Grains de Beauté", do álbum Vagarosa. A faixa "Chico Buarque Song" também se destacou, sendo premiada na categoria Versão do Ano.

Legado

Tropix recebeu aclamação generalizada da crítica, sendo elogiado por publicações como Notas Musicais, O Globo, The New York Times, The Guardian, Rolling Stone Brasil e Allmusic. Mauro Ferreira, do Notas Musicais, destacou o contínuo movimento da artista, enquanto O Globo ressaltou a reconexão da MPB com o pop eletrônico estrangeiro. O The New York Times elogiou a voz sensual e ágil de Céu, e o The Guardian classificou o álbum como um retorno à forma, comparando a artista à bossa nova de Astrud Gilberto. A Rolling Stone Brasil o elegeu como o melhor disco brasileiro de 2016. O sucesso de crítica foi acompanhado por importantes reconhecimentos, incluindo dois Grammy Latinos em 2016: Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa e Melhor Álbum de Engenharia de Gravação. No Prêmio Multishow de Música Brasileira 2016, Tropix venceu na categoria Melhor Gravação de Disco, e a canção "Chico Buarque Song" foi premiada como Versão do Ano.

Ranking nas Listas

Faixas

Créditos

Coprodução

Céu

Produção

Hervé Salters, Pupillo

Participação Especial [Vocals]

Rosa Morena, Tulipa Ruiz

Vocais

Céu

Baixo

Lucas Martins

Bateria

Pupillo

Guitarra

Pedro Sá

Teclados

Hervé Salters

Cordas, Composição [Strings]

Miguel Atwood-Ferguson

Corte [Runout Etching @]

William Carvalho

Masterização

Felipe Tchauer

Mixagem

Mike Cresswell

Gravação

Rodrigo Sanches

Gravação [Strings]

Be Hussey

Gravação [Vocals]

Diogo Poças, Gustavo Lenza

Referências

Livros