Chico Buarque de Hollanda

Chico Buarque

1966

Capa de Chico Buarque de Hollanda
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Por Que Esse Disco é Importante

O álbum Chico Buarque de Hollanda, lançado em 1966, é a pedra fundamental na discografia de um dos maiores poetas e compositores da Música Popular Brasileira. Este disco de estreia não apenas apresentou Chico Buarque ao público como intérprete, mas também solidificou seu estilo musical marcante, caracterizado pela fusão da sofisticação da bossa nova com a tradição do samba e elementos da música erudita. Desde o seu lançamento, o álbum se destacou pela poesia refinada e pela crítica social sutil em suas letras, que abordavam temas existenciais e cotidianos com uma sensibilidade singular. A sonoridade do trabalho, com arranjos cuidadosamente elaborados que realçam a voz e o violão de Chico, além de corais e orquestrações discretas, garantiu ao disco uma identidade sonora rica e atemporal, essencial para compreender a evolução da MPB.

Contexto

Antes de lançar seu álbum solo, Chico Buarque já era uma figura reconhecida no cenário musical brasileiro como um talentoso letrista e compositor. Nascido em 1944, filho do renomado historiador Sérgio Buarque de Holanda, Chico teve desde cedo um ambiente familiar propício à cultura e à literatura, o que moldou profundamente sua visão artística. A década de 1960 no Brasil era um período de intensa efervescência cultural, impulsionada pelo movimento da bossa nova, que trouxe uma renovação à música popular com arranjos inovadores e um novo modo de interpretar. Chico Buarque, influenciado por nomes como João Gilberto e Tom Jobim, já compunha canções que chamavam a atenção pela profundidade poética, preparando o terreno para sua transição para o papel de cantor e intérprete, que se materializaria com este álbum.

Gravação

O álbum foi gravado em 1966 pela gravadora Philips. A produção ficou a cargo do maestro Sérgio Ricardo, que também foi responsável pela regência dos arranjos, conferindo ao trabalho uma sonoridade que mesclava simplicidade e sofisticação. A obra se caracteriza pela fusão de influências da bossa nova e do samba com elementos da música erudita. Os arranjos são sofisticados, projetados para destacar a voz suave e a interpretação singular de Chico, bem como seu violão. Há ainda a presença de corais e orquestrações discretas, que contribuem para a rica tapeçaria musical do disco.

Músicas

As doze faixas do álbum, todas de autoria de Chico Buarque, apresentam uma linguagem lírica característica, com letras carregadas de poesia e que exploram temas sociais e existenciais. A habilidade do compositor em tratar questões profundas com sutileza, utilizando uma escrita que dialoga com a literatura e a melodia, já se manifesta plenamente neste trabalho de estreia. Um dos grandes destaques do disco é a canção "A Banda", que se tornou um sucesso imediato e catapultou a carreira de Chico Buarque ao reconhecimento nacional. Outras faixas notáveis, que se tornariam clássicos de sua obra, incluem "Pedro Pedreiro" e "Tem Mais Samba", evidenciando a versatilidade e a profundidade lírica que marcariam toda a trajetória do artista.

Legado

Chico Buarque de Hollanda foi amplamente aclamado pela crítica especializada e pelo público em seu lançamento, consolidando a imagem do jovem artista como uma voz inovadora na MPB. A canção "A Banda" não só alcançou enorme popularidade, como também venceu o Festival de Música Popular Brasileira da TV Record em 1966, dividindo o prêmio com "Disparada" de Geraldo Vandré, o que impulsionou ainda mais a visibilidade do álbum e de seu criador. Considerado um marco na música brasileira, o disco inaugurou o estilo lírico e socialmente engajado que se tornaria a assinatura de Chico Buarque, influenciando gerações de músicos. Com o tempo, o álbum se firmou como um clássico, sendo estudado e celebrado por sua capacidade de unir a poesia literária com a música popular. O site BestEverAlbums.com, por exemplo, o classifica como o 4543º melhor álbum de todos os tempos, e o 39º de 1966, estando no top 7% dos álbuns ranqueados na plataforma. Curiosamente, a capa do álbum, que apresenta Chico Buarque com expressões contrastantes, tornou-se um fenômeno de internet a partir de 2013, sendo amplamente utilizada como meme no Brasil e no exterior. O próprio artista demonstrou bom humor com a viralização, inclusive adotando a estética do meme em seu perfil oficial no Instagram, embora não autorize o uso comercial da imagem.

Faixas

Créditos

Arranjo, Regência

Francisco Moraes

Produção

Manoel Barenbein

Produção [Direção Artistica]

Julio Nagib

Composição

Chico Buarque De Hollanda

Accompanied By

Luiz Loy Quinteto

Técnico [Recording]

Stelio Carlini

Layout, Fotografia

Dirceu Côrte-Real

Podcasts

Chico Buarque - Chico Buarque de Hollanda (1966) | ALBUM REVIEW
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QUER QUE EU RESENHE? · André Marx

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Em sua resenha semanal, André Marx fala sobre o clássico primeiro disco de um jovem mestre: Chico Buarque, que à época parecia um jovem Noel Rosa. Sejam bem-vind@s ao Canal/Podcast QUER QUE EU RESENHE? e esperamos que vocês gostem.

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Chico Buarque - Roda Viva

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Eram muito agitados os anos 60. As mudanças culturais, como a revolução comportamental, a inquietação política e as engrenagens da indústria do entretenimento são pano de fundo deste décimo-segundo DVD da série retrospectiva da obra de Chico Buarque, que tem como tema o início da carreira do compositor. As imagens mostram as consagrações ao vivo de A Banda (1966), Disparada (1966), Roda Viva (1967), Alegria, Alegria (1967) e Sabiá (1968). Tudo isso comentado pelo próprio Chico.

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"Saltimbancos", box da série retrospectiva da obra de Chico Buarque, aborda a relação desse compositor com o universo infantil. O DVD apresenta a trilha sonora adaptada por Chico do musical Os Saltimbancos, que é indispensável em qualquer lar com crianças. Conheça o processo de criação de um dos mais importantes artistas brasileiros!

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A magia inesquecível das canções de cinema, gravadas para sempre na memória junto com os filmes, é o tema deste décimo DVD da série dedicada à obra do compositor Chico Buarque. Gravado na cenográfica cidade de Paraty, o DVD revela o fascínio do compositor pelo cinema e pela arte de compor para a tela. Chico fala de suas participações em vários filmes e de ídolos da adolescência, como Marlon Brando e Jeanne Moreau. E canta Ela Faz Cinema, composta especialmente para a série.

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A paixão de Chico Buarque pelo futebol só tem como rival sua ligação com a música, e às vezes leva vantagem. Neste oitavo DVD da série retrospectiva de sua obra, Chico rememora, no estádio do Maracanã, os grandes craques e momentos comoventes do futebol brasileiro, como a derrota para o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950. Na Confeitaria Colombo, no Rio, interpreta sambas que falam de futebol e no campo de peladas, que tem na Barra da Tijuca, recebe a visita dos ídolos Pagão e Pelé. O DVD mostra o artista jogando futebol nas cidades de Santos, Rio, Lisboa, Barcelona, Paris e Budapeste e exibe ainda uma seleção de jogadas e gols memoráveis de craques como Pelé, Garrincha, Ronaldo e Ronaldinho. Apresenta também um encontro com Ronaldinho em Barcelona, no qual o assunto, como não poderia deixar de ser, foi música e futebol.

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Chico Buarque - Romance

Chico Buarque - Romance

2015

As canções de amor são muito comuns na música brasileira e também na obra de Chico Buarque. Gravado em Paris, este sétimo DVD da série retrospectiva do trabalho do compositor apresenta sucessos como 'Eu Te Amo', 'Atrás da Porta', 'Futuros Amantes' e mais 11 canções, com participações de Elis Regina, Daniela Mercury e Edu Lobo. Chico caminha pelas ruas intimistas da capital francesa e fala sobre a natureza dos sentimentos amorosos. Confessa sua alegria por ter inspirado romances e observa que se a geração dos nossos avós recorria a poemas para seduzir, hoje os casais trocam versos de canções como 'torpedos'. Fala dos 'piropos', que são versos feitos para conquistar a mulher amada, e diz que Vinicius era um mestre no gênero. Para exemplificar, Chico compôs especialmente para este DVD a canção 'Outros Sonhos', um belíssimo 'piropo'.

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