Donkey

CSS

2008

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Por Que Esse Disco é Importante

Donkey, o segundo álbum da banda brasileira Cansei de Ser Sexy (CSS), lançado em 2008, marca um momento crucial na trajetória do grupo ao apresentar uma sonoridade mais polida e amadurecida em comparação com seu aclamado trabalho de estreia. Distanciando-se um pouco da estética lo-fi e do eletro-punk despretensioso que os catapultou à fama global, este disco explora uma fusão mais equilibrada de indie rock e synth-pop. O álbum representa uma tentativa da banda de refinar sua abordagem musical, buscando uma sofisticação sonora que, para muitos, visava consolidar o CSS como uma força mais séria no cenário do rock alternativo internacional. Com composições que transitam entre riffs de guitarra mais proeminentes e sintetizadores elaborados, Donkey é uma obra que desafia as expectativas e revela um lado mais introspectivo e, por vezes, experimental do coletivo paulistano.

Contexto

Antes do lançamento de Donkey, o CSS já havia conquistado reconhecimento internacional com o sucesso de seu álbum de estreia homônimo e, em particular, com a música "Music Is My Hot, Hot Sex", que ganhou destaque em um comercial do iPod. Essa exposição global levou a banda a uma exaustiva agenda de turnês, transformando-os de 'indie upstarts' em fenômenos da internet e da cena alternativa. Três meses antes da chegada do álbum, a baixista Iracema Trevisan deixou a banda, citando o desejo de se dedicar aos estudos. Sua saída resultou em uma reestruturação interna: Adriano Cintra, que até então era baterista, assumiu o baixo, e o inglês Jon Harper, ex-The Cooper Temple Clause, juntou-se ao grupo como o novo baterista. Essa mudança na formação coincidiu com uma fase de crescimento e experimentação para o CSS.

Gravação

O álbum Donkey foi gravado no renomado estúdio da gravadora Trama, em São Paulo, Brasil. A produção ficou a cargo de Adriano Cintra, um dos membros fundadores da banda, o que garantiu uma visão coesa com a identidade do grupo. Para a mixagem, o CSS contou com o talento de Mark "Spike" Stent, um engenheiro de áudio renomado por seu trabalho com artistas como Björk e Madonna. A escolha por Stent evidenciou a intenção da banda de alcançar uma produção sonora mais limpa e "polida" em comparação com a crueza DIY de seu disco anterior, o que foi um ponto notado e debatido nas análises críticas do álbum.

Músicas

Donkey apresenta onze faixas em sua edição padrão, com composições predominantemente creditadas a Adriano Cintra, frequentemente em colaboração com Lovefoxxx e Luiza Sá. O primeiro single, "Rat Is Dead (Rage)", lançado para download em 28 de abril de 2008, destaca-se por seus riffs de guitarra intensos, que remetem ao estilo dos Pixies, e uma narrativa mais sombria sobre vingança e abuso doméstico, marcando um afastamento das letras descontraídas do álbum anterior. Outras faixas notáveis incluem "Left Behind" e "Move", que foram lançadas como singles subsequentes. "Move" foi elogiada por sua sonoridade inspirada nos anos 80, com sintetizadores e guitarras percussivas. Canções como "Jager Yoga" e "Let's Reggae All Night" também são exemplos da nova direção do álbum, que busca um equilíbrio entre o indie rock "universitário" do final dos anos 80 e início dos 90 e um pop sintético mais elegante.

Legado

Donkey recebeu uma recepção mista da crítica especializada. No Metacritic, que agrega avaliações, o álbum obteve uma pontuação de 63/100, indicando "críticas geralmente favoráveis". Muitos críticos notaram uma sonoridade mais "polida" e "sofisticada" em relação ao debut, o que gerou opiniões divididas: alguns apreciaram a maturidade, enquanto outros sentiram falta da energia crua e do charme amador que definiram o trabalho anterior da banda. Comercialmente, o single "Left Behind" alcançou a 78ª posição na parada de singles do Reino Unido. Embora não tenha repetido o impacto estrondoso de "Music Is My Hot, Hot Sex", Donkey foi visto por alguns como um esforço para "legitimar" o CSS no cenário do rock mundial, mesmo que isso implicasse em riscos de alienar fãs de longa data que preferiam a "esquizofrenia sônica" de seus primeiros trabalhos. A banda, no entanto, seguiu em turnê mundial, consolidando sua presença e expandindo sua base de ouvintes.

Faixas

Créditos

Produção, Baixo, Vocais, Vocais de Apoio

Adriano Cintra

Vocais

Lovefoxxx

Guitarra, Cowbell, Teclados

Luiza Sá

Guitarra, Teclados, Vocais de Apoio

Carolina Parra

Teclados, Guitarra

Ana Rezende

Engenheiro de Som

Rodrigo Sanches

Engenheiro de Som [Assisted By]

Djamir Filho

Corte

Andy VanDette

Mixagem

Mark Stent, Mark Stent

Arte [Cover Image Made By]

Lovefoxxx

Design

Lovefoxxx

Layout

Lovefoxxx

Fotografia

Luiza Sá, Marcos Cimardi

Análises

Mais Informações