Som, Sangue e Raça
Dom Salvador e Abolição
1971

Porque Merece Estar na Lista
Som, Sangue e Raça é um álbum crucial do pianista brasileiro Dom Salvador e seu Grupo Abolição, lançado em 1971. Este trabalho se destaca como a única colaboração de Dom Salvador com este conjunto, reunindo músicos talentosos como Oberdan Magalhães no saxofone, Luiz Carlos “Batera” na bateria, Rubão Sabino no baixo elétrico e Carlos Darcy no trompete, entre outros. A sonoridade do disco, profundamente enraizada no funk, soul e jazz, marcou uma virada significativa na paisagem musical brasileira da época. A obra é consistentemente descrita como seminal e uma confluência de influências, estabelecendo-se como um marco indelével na música brasileira. Sua importância reside na inovação e na qualidade da fusão rítmica e melódica apresentada, que capta a energia e a complexidade cultural do Brasil dos anos 70 através de uma linguagem musical sofisticada e vibrante.
Legado
Após anos de relativa obscuridade, Som, Sangue e Raça foi redescoberto e relançado em 2001 pelo músico e pesquisador Charles Gavin através de seu selo, Banguela, o que permitiu que uma nova geração de ouvintes e críticos pudesse apreciar sua relevância. A recepção crítica ao relançamento foi amplamente positiva, com Tárik de Souza, do site CliqueMusic, concedendo-lhe uma nota 4 de 5 e elogiando-o como um disco seminal. Philip Jandovský, em sua análise para o Allmusic, atribuiu uma nota de 4.5 de 5, enfatizando que o álbum é um marco da música brasileira e possui uma enorme influência sobre o som e o desenvolvimento do funk, soul e jazz no país. O crítico musical Régis Tadeu, em 2021, celebrou a perenidade da obra, afirmando que, mesmo meio século após seu lançamento, o álbum "ainda mantém o poder de nos deixar embasbacados".
Ranking nas Listas
Faixas
Créditos
Ian Guest
Maria Inês Silva
Oberdan Magalhães
Rubão Sabino
Luiz Carlos Batera
Jose Carlos
Nelsinho
Dom Salvador
Serginho Do Trombone
Carlos Darcy
Franklin Correa Da Silva Neto

