Caymmi e o Mar

Dorival Caymmi

1957

Capa de Caymmi e o Mar
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Por Que Esse Disco é Importante

Caymmi e o Mar, lançado em 1957, marca o terceiro álbum na discografia do aclamado cantor e compositor Dorival Caymmi, uma figura central na música popular brasileira. Este trabalho reforça a profunda conexão do artista com o universo marítimo e a cultura da Bahia, temas que são pilares fundamentais em toda a sua obra. Através das canções, Caymmi pinta um panorama sonoro que explora a vida dos pescadores, a majestade do oceano e as ricas tradições de seu estado natal, elementos que definem a singularidade de seu estilo na MPB. O álbum não apenas consolida a identidade musical de Caymmi, mas também oferece uma imersão poética em narrativas que celebram a força da natureza e o cotidiano do litoral. É uma expressão autêntica de sua visão artística, caracterizada pela melodia suave e pelas letras que evocam paisagens e sentimentos com rara sensibilidade.

Músicas

O repertório de Caymmi e o Mar é intrinsecamente ligado à temática costeira e às vivências do povo baiano, com todas as canções compostas e interpretadas por Dorival Caymmi. A faixa de abertura, "História de Pescadores", é um destaque narrativo, dividida em partes como "Canção da Partida", "Adeus da Esposa", "Temporal", "Cantiga de Noiva", "Velório Val" e "Na Manhã Seguinte", e conta com a interpretação de Caymmi e Sylvia Telles. Outras canções como "Promessa de Pescador", "Dois de Fevereiro", "O Vento", "Saudades de Itapuã", "Noite de Temporal", "Festa de Rua" e "O Mar" complementam a atmosfera do álbum, cada uma contribuindo para tecer a tapeçaria sonora que celebra o mar e suas histórias.

Faixas

Créditos

Vocais [A Noiva]

Sylvia Telles

Vocais [Esposa]

Consuelo Sierra, Lenita Bruno, Odalea Sodre Fernandes

Vocais [Un Velho Pescador]

Dorival Caymmi

Texto do Encarte

Fernando Lobo

Fotografia

Otto Stupakoff

Filmes

TMDB
Dorival Caymmi: Programa Ensaio

Dorival Caymmi: Programa Ensaio

1972

O programa Ensaio, da TV Cultura, gravado 1972, recebe Dorival Caymmi para o quadro MPB Especial. O compositor abre o show com composições de sua autoria, como "Francisca Santos das Flores", "Itapoã", "A Jangada Voltou Só", "Dois de Fevereiro", "Promessa de Pescador" e "Coqueiro de Itapoã". Seguida da abertura musical, Caymmi fala sobre Salvador e sua infância. Conta, de maneira poética, sobre a descoberta da amizade e de Zezinho, seu primeiro amigo e uma grande influência para o seu envolvimento com música. E, como um bom contador de histórias, revela aos poucos a trama de um ballet para o qual compôs canções. Feito a base de canto e percussão para uma companhia russa que andava pelo Brasil, os atos desmembraram-se em músicas que se tornaram conhecidas, como "Canção da Noiva".

TMDB
Dorival Caymmi - Um Homem de Afetos

Dorival Caymmi - Um Homem de Afetos

2024

Uma viagem irresistível pelo universo do cantor e compositor que revolucionou a canção no Brasil e influenciou gerações de músicos, abrindo caminho para Bossa Nova e a Tropicália. Traduzindo sensorialmente os versos de Caymmi, o filme passeia pela atmosfera vibrante dos pescadores baianos, as referências de raiz africana, a religiosidade e espiritualidade no candomblé, e suas histórias de amor.

TMDB
Nas Ondas de Dorival Caymmi

Nas Ondas de Dorival Caymmi

2024

O filme revela a criação das obras musicais do poeta Dorival Caymmi com depoimentos de pesquisadores, jornalistas e amigos que conviveram com ele e puderam desfrutar de sua sabedoria e talento. Caymmi mudou para sempre sua história e também a da cantora Carmen Miranda, que gravou pela primeira vez uma de suas músicas, "O que é que a Baiana Tem?", e se tornou um sucesso imediato nacional e internacional. Com arquivos e imagens inéditas, o documentário aborda a trajetória do repertório musical do compositor através da interpretação de grandes artistas.

TMDB
Um Certo Dorival Caymmi

Um Certo Dorival Caymmi

2002

A vida e obra do compositor baiano, da sua vinda para o Rio de Janeiro ao envolvimento com outras formas de expressão artística como o cinema e a pintura.

TMDB
Dorivando Saravá, o Preto Que Virou Mar

Dorivando Saravá, o Preto Que Virou Mar

2019

O primeiro a cantar os orixás e a introduzir o tempo do candomblé na MPB. Desafiou a morte ao se entregar nos braços de Iemanjá, e – Obá de Xangô que era – Dorival Caymmi não morreu. Virou mar. Conceitos presentes na vida e obra de Caymmi são recriados em poéticas praieiras concebidas a partir dos seus trabalhos de pintura e composição, acompanhadas de falas reveladoras do compositor, garimpadas em antigas entrevistas. Ele é representado como um verbo que o povo brasileiro precisasse urgentemente conjugar.

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