Trem Azul

Elis Regina

1982

Capa de Trem Azul
Top 100

Ranking nas Listas

Por Que Esse Disco é Importante

Trem Azul é um marco na discografia de Elis Regina, sendo o oitavo álbum ao vivo e o segundo lançado postumamente, em 1982, pela Som Livre. Este trabalho se destaca não apenas por capturar a essência performática da Pimentinha, mas pela sua origem inusitada: uma gravação em fita cassete mono de um espetáculo realizado no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo, em outubro de 1981. A singularidade do álbum reside precisamente na sua gênese e na dedicação empregada para transformá-la. Ele oferece uma janela para uma performance ao vivo de Elis, mesmo que mediada por um processo técnico complexo, que buscou elevar a qualidade de um registro informal para um lançamento oficial, demonstrando a contínua relevância e o talento da artista.

Gravação

A concepção de Trem Azul partiu de uma gravação em fita cassete mono do espetáculo de Elis Regina em outubro de 1981, no Palácio de Convenções do Anhembi. Para que o material pudesse ser lançado com qualidade compatível, a fita passou por uma série de tratamentos de som intensivos, visando converter o áudio mono original em estéreo. A produção do álbum ficou a cargo de Max Pierre e Rogério Costa, com a direção musical de Nathan Marques, que também atuou como guitarrista na apresentação. O processo de pós-produção foi fundamental para a existência do álbum, conferindo-lhe a sonoridade final.

Legado

Trem Azul alcançou um sucesso notável após seu lançamento, vendendo mais de 120 mil cópias no Brasil e garantindo à cantora um disco de ouro. Além do êxito comercial, o álbum recebeu reconhecimento crítico importante, sendo agraciado com um prêmio concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) especificamente pelo tratamento inovador dado à gravação original. A permanência de sua relevância é evidenciada pelo relançamento do álbum nas plataformas de streaming em 17 de março de 2023, um ano que marcaria os 78 anos de Elis Regina, provando que sua obra continua viva e acessível a novas gerações.

Faixas

Créditos

Arranjo

César Camargo Mariano, Natan Marques

Produção Executiva, Gravação

Rogerio Costa

Produção

Fernando Faro, Max Pierre

Supervisão de Gravação

Rogerio Costa

Vocais

Elis Regina

Bateria

Picolé, Teo Lima

Guitarra [Guitarra & Violão]

Natan Marques

Teclados

Paulinho Esteves, Sergio Henriques

Saxofone Tenor, Flügelhorn

Nilton Rodrigues

Edição

Oswaldo

Mixagem, Técnico

Moogie Canazio

Arte

Alexandre Huzak

Capa

Elifas Andreato

Texto do Encarte [Text Inside Gatefold]

Fernando Faro

Fotografia

Paulo Vasconcellos

Podcasts

Elis Regina entrevistada para TV Cultura nos bastidores do Trem Azul (1981)
Elis Regina entrevistada para TV Cultura nos bastidores do Trem Azul (1981)

Arquivo Elis Regina

7 min9 de out. de 2022

Em 1981, ano de muitos acontecimentos e realizações na vida de Elis Regina, estreou aquele que seria seu derradeiro show: Trem Azul. Nos bastidores do show, Elis concedeu uma entrevista à TV Cultura, comentando abertamente sobre os principais desejos e vontades da sua vida. Além de falar sobre o novo espetáculo e o que ele representa em sua vida, Elis fala sobre sua família e traça um panorama sin

Discografia - 24/3/2023 | Disco da Elis Regina chamado "Trem azul"
Discografia - 24/3/2023 | Disco da Elis Regina chamado "Trem azul"

Discografia · O POVO CBN

6 min27 de mar. de 2023

No Discografia desta sexta-feira, (24/3), Jocélio Leal (@jocelioleal), Juliana Matos Brito (@opovocbn), e Marcos Sampaio (@blogdiscografia), conversam sobre o disco da Elis Regina chamado "Trem azul".O quadro Discografia vai ao ar toda sexta-feira, a partir das 9h, no programa O POVO no Rádio.

Vídeos

Natan Marques fala da criação do show Trem Azul (Especial 30 anos do show "Trem Azul)"

Revista ÉPOCA

João Marcello "Elis vivia o que cantava" (Especial 30 anos do show "Trem Azul)

Revista ÉPOCA

Filmes

TMDB

Furacão Elis

Furacão Elis

1985

Documentário sobre Elis Regina, apresentado por Marília Gabriela.

TMDB

Elis & Eu

Elis & Eu

Baseado no livro “Elis e Eu: 11 anos, 6 meses e 19 dias com minha mãe”, escrito por João Marcello Bôscoli, o filme busca desconstruir o mito e revelar a Elis mulher, mãe e profissional.

TMDB
Elis

Elis

2016

Cantora desde a infância, Elis Regina entra na vida adulta deixando o Rio Grande do Sul para espalhar seu talento pelo Brasil, a partir do Rio de Janeiro. Em rápida ascensão, ela logo conquista uma legião de fãs, como o famoso compositor e produtor Ronaldo Bôscoli, com quem acaba se casando. Estrela de TV, polêmica, intensa e briguenta, a Pimentinha não tarda a ser reconhecida como a maior voz do Brasil, em carreira marcada por altos e baixos.

TMDB
Elis Regina - Doce de Pimenta

Elis Regina - Doce de Pimenta

2007

Ela confundia a todos. A primeira impressão logo se desvanecia e quem se aproximava se surpreendia. Não se sabe se o fazia por 'boniteza ou por precisão', como dizia Guimarães Rosa. Mas a verdade é que os estereótipos desmoronavam quando ela acolhia os seus eleitos. E as revelações se sucediam. Atrás daquela voz suavemente aguda e afinada se escondiam tons graves que poucos conseguiam atingir. Atrás da origem humilde, uma sensibilidade e uma inteligência incomuns. A técnica irrepreensível era outro disfarce: Elis era pura emoção. E cantar não era o objetivo final, ela queria mesmo era fazer as pessoas felizes. Mas foi Rita Lee quem desmoralizou o clichê recorrente, a Pimentinha era na verdade uma doce figura.

TMDB
Elis Regina: Falso Brilhante

Elis Regina: Falso Brilhante

2007

Elis era completa, tinha os atributos que diferenciam os simples artistas das estrelas, categoria a qual pertencia. Ela conseguia encantar as pessoas nos discos, nos shows e no vídeo.

Livros

Análises

Mais Informações