Elza Soares, Baterista: Wilson das Neves
Elza Soares e Wilson das Neves
1968

Porque Merece Estar na Lista
Elza Soares, Baterista: Wilson das Neves representa um marco fundamental na discografia da cantora Elza Soares, sendo seu décimo álbum de estúdio e a única colaboração integral com o icônico músico Wilson das Neves. Lançado em 1968 pela Odeon, com produção musical de Lyrio Panicali, este trabalho singular capturou uma fase de expressiva maturidade artística da intérprete. O álbum é celebrado por sua sonoridade e pela fusão do talento de Elza com a perícia rítmica de Wilson das Neves, elementos que o consolidaram como um dos títulos mais importantes de sua carreira na década de 1960. Nele, a cantora demonstra uma completa maestria musical, consolidando sua posição como uma das grandes vozes da música brasileira.
Contexto
Antes desta notável colaboração, Elza Soares já havia explorado parcerias de sucesso, como o álbum Elza, Miltinho e Samba, gravado em 1967 com o cantor Miltinho, marcando sua primeira união artística registrada em disco. No ano subsequente, a cantora uniu forças com Wilson das Neves, um baterista já renomado, membro do grupo Os Ipanemas e com passagens por outras importantes formações de samba-jazz, como Os Gatos e Os Catedráticos.
Gravação
A produção do álbum seguiu a tradição de trabalhos anteriores de Elza, sendo conduzida pelo maestro Lyrio Panicali, com a direção artística de Milton Miranda. As orquestrações ficaram a cargo do maestro Nilsinho, que contribuiu para a sonoridade característica do disco. O repertório foi cuidadosamente selecionado, composto por regravações de sucessos consagrados da música brasileira. Entre as faixas, algumas já haviam sido interpretadas por Elza, como "Mulata Assanhada" e "Se Acaso Você Chegasse", enquanto outras clássicas, como "Garota de Ipanema" e "Saudade da Bahia", ganharam novas versões.
Legado
Lançado originalmente em vinil em 1968 pela Odeon, Elza Soares, Baterista: Wilson das Neves consolidou-se ao longo do tempo como um dos álbuns mais relevantes da trajetória de Elza Soares nos anos 60. Em 2022, o jornalista Flavio de Mattos destacou a obra como um momento em que a cantora atingiu sua mais completa maturidade musical. O reconhecimento póstumo do álbum se manifestou em reedições importantes. Em 2002, o disco foi lançado pela primeira vez em CD, integrando a série "Odeon - 100 Anos de Música no Brasil", sob a curadoria de Charles Gavin. No ano seguinte, foi incluído na caixa de coleção Negra, reeditada por Marcelo Fróes, que adicionou quatro faixas bônus, originalmente singles avulsos da época. Em um tributo marcante, Wilson das Neves e Elza Soares se reuniram em 2015, 47 anos após o lançamento, para um show no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, interpretando o repertório do álbum. Além disso, Elza Soares revisitou "Balanço Zona Sul", uma das faixas do projeto, regravando-a em 2022 no álbum Elza ao Vivo no Municipal.
Ranking nas Listas
Faixas
Créditos
Lyrio Panicali
Nelson Martins Dos Santos
Milton Miranda
Wilson Das Neves
Z. J. Merky
Jorge Teixeira Da Rocha
Reny R. Lippi
Moacyr Rocha
Mafra
