Elza Soares
Elza Soares
1974

Ranking nas Listas
Por Que Esse Disco é Importante
Elza Soares, lançado em 1974, marca um momento crucial na discografia da icônica cantora brasileira, sendo seu primeiro trabalho pela gravadora Tapecar. Produzido e arranjado por Ed Lincoln, o álbum se destaca como o início de uma nova fase artística para Elza. Sua relevância é sublinhada pela crítica especializada, que o aponta como o melhor disco de sua produção pela Tapecar. O álbum se notabiliza pela qualidade de seu repertório, que, sob a batuta de Lincoln, oferece uma amostra da versatilidade e da força interpretativa de Elza Soares. Este lançamento representa não apenas uma mudança de selo, mas também a afirmação de sua identidade musical em um novo cenário da indústria fonográfica.
Contexto
Antes de Elza Soares, a cantora passou quase 15 anos e lançou quatro álbuns pela gravadora Odeon. No entanto, sua trajetória na Odeon foi marcada por crescentes insatisfações, principalmente devido à prioridade que a gravadora começou a dar ao samba interpretado por Clara Nunes. A frustração de Elza atingiu seu ponto máximo quando o repertório que havia sido selecionado para um de seus álbuns foi, inesperadamente, transferido para Clara Nunes. Essa situação motivou a decisão de Elza Soares de deixar a Odeon e assinar com a Tapecar, dando início a uma nova etapa em sua carreira, que renderia quatro álbuns entre 1974 e 1977, com Elza Soares sendo o inaugural dessa parceria.
Gravação
A produção musical e os arranjos de Elza Soares foram inteiramente conduzidos por Ed Lincoln. Adicionalmente, a estética visual do álbum também chamou atenção, com uma capa que apresentava Elza Soares com uma aparência de forte influência afro, um detalhe estético que ecoava o sucesso e a visibilidade de Clara Nunes na época.
Músicas
O repertório do álbum, elogiado por sua qualidade, incluiu canções como "Bom dia, Portela", "Pranto Livre" e "Meia noite já é dia". A curadoria das faixas, aliada aos arranjos de Ed Lincoln, contribuiu para a boa recepção do trabalho.
Legado
Lançado inicialmente em 1974 pela Tapecar, Elza Soares teve como single de destaque a canção "Não É Hora de Tristeza". O álbum foi bem recebido pela crítica, com Mauro Ferreira atribuindo-lhe uma cotação de 3,5 de 5 estrelas e destacando-o como o melhor da fase da cantora na Tapecar, em grande parte devido à qualidade de seu repertório. Anos mais tarde, em meados de 1977, o álbum foi relançado no mercado espanhol sob o título Ritmos de Brasil, creditado a Elza Soares e Ed Lincoln. Mais recentemente, em abril de 2021, o trabalho ganhou nova vida com seu lançamento nas plataformas digitais, com distribuição pela Deckdisc, garantindo sua acessibilidade a novas gerações de ouvintes.
Faixas
Créditos
Ed Lincoln
José Xavier
M. V. Camero
Ary Perdigão
Américo Marques Pinto
Randall Produções
Paschoal Perrota
Ektone
Vídeos
Elza Soares (1972-1974) | Caravana do Delírio | Alta Fidelidade
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Filmes
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Untitled Elza Soares Biopic
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Análises
Elza Soares – Wikipedia
Wikipédia, a enciclopédia livre
LP Elza Soares 1974 - Edição Limitada - Revista Noize Record Club ...
rua6underground.com.br
Necessária, única, gigantesca: Elza Soares é um dos maiores patrimônios vivos da nossa cultura. O clássico álbum de 1974, lançado pelo selo Tapecar, chega ao NRC em uma prensagem especial incluindo a faixa bônus "Salve a Mocidade", lançada originalmente em um compacto no mesmo ano.
Elza Soares relança quatro álbuns gravados entre 1974 e 1977
g1.globo.com
O álbum Elza Soares de 1974 é o melhor título do lote, sobretudo pelo repertório que destacou os sambas Bom dia, Portela (David Correa e Bebeto de São João) e Pranto livre (Dida e Everaldo ...
Elza Soares - 1974
tropidiscos.com.br
Além de registrar o canto avassalador de Elza, o álbum chama atenção por seu instrumental, que une guitarra, órgão e naipes de sopro e de cordas a uma cozinha rítmica de cair o queixo.
Notas Musicais: Reedições evidenciam os (des)caminhos de Elza Soares ...
blognotasmusicais.com.br
Detalhe: o visual afro-baiano da capa do álbum Elza Soares já era influência da imagem adotada por Clara Nunes (1942 - 1983), cantora que, já transmutada em (excelente) sambista, atraía todas as atenções da Odeon naquele ano de 1974.