Manera Fru Fru, Manera: O Último Pau de Arara

Fagner

1973

Capa de Manera Fru Fru, Manera: O Último Pau de Arara
Top 100

Porque Merece Estar na Lista

Manera Fru Fru, Manera ou O Último Pau de Arara é o disco de estreia do cantor, compositor e instrumentista cearense Raimundo Fagner, lançado em 1973. Este trabalho pioneiro se insere no efervescente movimento da 'invasão nordestina' na música brasileira, marcando a chegada de uma nova geração de artistas que renovariam o cenário cultural do país. O álbum se destaca por apresentar a voz e a visão artística de Fagner, consolidando um estilo musical que viria a ser amplamente reconhecido. A obra conta com colaborações significativas de nomes já estabelecidos na cena musical brasileira, como Nara Leão e Naná Vasconcelos, conferindo ao projeto um peso artístico relevante desde seu lançamento. A sonoridade do disco, um marco no percurso inicial de Fagner, é um reflexo das experimentações e da riqueza cultural que caracterizavam a música popular brasileira daquela época.

Contexto

O álbum surgiu em um período de grande efervescência cultural no Brasil, no qual a chamada 'invasão nordestina' começava a se fazer sentir na música brasileira. Este movimento trouxe à tona uma série de novos talentos do Nordeste do país, que, com suas raízes e inovações, impactaram profundamente a MPB.

Músicas

A lista de faixas de Manera Fru Fru, Manera é um panorama da criatividade de Fagner e seus parceiros, incluindo canções notáveis como "Mucuripe" e "Moto 1", ambas coescritas com Belchior. O álbum também apresenta "Como Se Fosse", uma colaboração com Capinan, e "Sina", feita em parceria com Ricardo Bezerra e Patativa do Assaré. Fagner ainda explora o cancioneiro popular com adaptações de "Penas do Tiê" e "Serenou na Madrugada", esta última de folclore. No entanto, a trajetória do álbum foi marcada por controvérsias significativas. A canção "Canteiros", creditada a Fagner e Cecília Meireles, gerou um processo por plágio movido pelas filhas da poetisa, o que resultou na apreensão de discos e fitas e na remoção da faixa de edições posteriores do álbum. Em seu lugar, na edição de 1991, foi incluída "Cavalo Ferro". Outra acusação de plágio recaiu sobre "Penas do Tiê", com o filho do compositor Hekel Tavares alegando que a canção não era folclórica, mas sim de autoria de seu pai, o que gerou uma exigência de indenização.

Legado

A recepção inicial de Manera Fru Fru, Manera foi modesta, vendendo apenas 5 mil exemplares antes de ser retirado de catálogo. Contudo, a ascensão de Fagner impulsionou um relançamento do álbum em 1976, aproveitando o sucesso de seu disco homônimo lançado no mesmo ano. Esta segunda edição trouxe algumas alterações, como a menção de Belchior como coautor de "Canteiros", embora as controvérsias em torno da autoria dessa faixa e de "Penas do Tiê" tenham perdurado e afetado a disponibilidade de certas versões. As acusações de plágio tiveram um impacto duradouro no legado do álbum. A ação judicial movida pelas filhas de Cecília Meireles resultou na apreensão de milhares de cópias e na exclusão de "Canteiros" da tracklist em reedições. Posteriormente, a disputa sobre a autoria de "Penas do Tiê" manteve o álbum no centro de discussões legais, influenciando como a obra é percebida e distribuída ao longo do tempo.

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Faixas

Referências

Livros