Gal Costa
Gal Costa
1969

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Por Que Esse Disco é Importante
O álbum de estreia solo de Gal Costa, lançado em 1969, representa um marco fundamental em sua carreira e é amplamente reconhecido como o trabalho que encerrou a era tropicalista. Distanciando-se do estilo bossa-novista de seus primeiros anos, como visto no LP compartilhado com Caetano Veloso, este disco apresenta uma Gal Costa mais moderna e audaciosa, com uma sonoridade inovadora para a época. Neste trabalho, a cantora baiana buscou referências diversas, que iam de James Brown e Janis Joplin a Jorge Ben, Erasmo e Roberto Carlos, resultando em uma fusão rica de influências. Os grandes destaques foram as faixas "Não Identificado", de Caetano Veloso, e "Que Pena", de Jorge Ben, que figuraram por mais de três meses nas paradas de sucesso brasileiras, consolidando a nova identidade artística de Gal.
A discípula de João Gilberto, que cantava mansinho no álbum dividido com Caetano Veloso dois anos antes, solta a voz em estréia solo e se torna a figura feminina mais importante da tropicália.
Marcus Preto · Rolling Stone Brasil
Contexto
Antes deste lançamento solo, Gal Costa já havia participado de projetos coletivos importantes, como o álbum Domingo, com Caetano Veloso, e o icônico Tropicalia ou Panis et Circencis, um divisor de águas do movimento tropicalista. O álbum foi gravado em 1968, em um período conturbado da história brasileira, mas seu lançamento foi retido pela gravadora Philips após as prisões de Caetano e Gil pelo aparelho repressivo da ditadura militar. Apesar de gravado em 68, o disco só chegou ao público em março de 1969, marcando um período de grande efervescência e repressão cultural no Brasil. Essa espera pelo lançamento coincidiu com uma virada na imagem pública de Gal, que havia se destacado em 1968 com uma memorável apresentação no Festival de MPB da Record.
Gravação
O álbum Gal Costa foi gravado em 1968 nos estúdios Scatena e Reunidos. A produção geral ficou a cargo de Manoel Barenbein, enquanto os arranjos foram assinados por nomes de peso como Gilberto Gil, Rogério Duprat e Lanny Gordin. Rogério Duprat foi responsável pelos arranjos das faixas 1, 3, 5, 9, 10, 11 e também pela direção musical do projeto, contribuindo significativamente para a sonoridade inovadora do álbum. O layout visual do trabalho foi concebido por Gian.
Músicas
Entre as faixas que se destacam no álbum, "Não Identificado", composição de Caetano Veloso, e "Que Pena", de Jorge Ben, rapidamente conquistaram o público, permanecendo por mais de três meses nas paradas de sucesso brasileiras. Em "Que Pena", Gal Costa divide os vocais com o amigo Caetano Veloso, criando um dueto marcante. Outras colaborações notáveis incluem "Sebastiana", onde a cantora faz um dueto com Gilberto Gil. A canção "Divino, Maravilhoso", de Caetano e Gil, também é um ponto alto do LP, lembrando a memorável interpretação de Gal no Festival da Record. Além disso, o álbum apresenta "Baby", outra composição de Caetano Veloso que já havia sido um grande sucesso no disco Tropicalia: ou Panis et Circenses e é considerada um marco na carreira da artista.
Legado
O álbum Gal Costa foi bem recebido pela crítica musical da época, consolidando a cantora como uma força criativa e inovadora. Sua importância reverberou ao longo do tempo, sendo eleito na versão brasileira da revista Rolling Stone como o 80º melhor disco brasileiro de todos os tempos. Segundo a publicação, este trabalho foi o ponto de partida para Gal se tornar "a figura feminina mais importante da tropicália". Fred Thomas, da Allmusic, ressaltou que a combinação de influências de Gal resultou em um disco diferente de todos os que vieram antes, destacando a originalidade e o impacto de sua proposta musical.
Faixas
Créditos
Gilberto Gil, Lanny Gordin, Rogério Duprat
Manoel Barenbein
Caetano Veloso, Gilberto Gil
Jards Anet da Silva
Rodolpho Grani Júnior
Diogenes Burani Filho, Dudu Portes
Alexander Gordin
Hugo Pratt
Gian Calvi
Cynira Arruda
Vídeos
Gal Costa - Gal (1969) | ALBUM REVIEW
Som de Peso
Filmes

Gal Costa: Programa Ensaio
2005
Neste DVD, gravado em 1994, a cantora baiana, diva da MPB, concede uma longa entrevista, onde fala sobre sua carreira, sobre o movimento do tropicalismo, seus parceiros e compositores musicais durante mais de 35 anos de estrada. Gal interpreta grandes sucessos, acompanhada por Luiz Brazil (violão), Jacques Morelenbaum (cello) e Marçal (percussão).

O Nome Dela é Gal
2017
A vida e carreira da cantora baiana Gal Costa, desde o seu humilde início cantando nas ruas de Salvador, à trajetória nas praias do Rio de Janeiro e nas ruas de São Paulo, até a sua transformação em um ícone da música e da cultura.

Meu Nome é Gal
2023
A trajetória de Gal Costa, uma menina tímida que desde muito cedo soube que a música guiaria seus caminhos. Ela foi criada sozinha pela mãe Mariah, que foi uma de suas maiores incentivadoras. Aos 20 anos, ela decide viajar rumo ao Rio de Janeiro para se tornar cantora. Lá, a jovem encontra seus amigos da Bahia: Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Dedé Gadelha, que acompanham os primeiros passos de Gal na música profissional no final da década de 1960.
Livros
Análises
Gal Costa – Wikipedia
Wikipédia, a enciclopédia livre
Gal Costa – Os 100 Maiores Discos da Música Brasileira
Marcus Preto · Rolling Stone Brasil
A discípula de João Gilberto, que cantava mansinho no álbum dividido com Caetano Veloso dois anos antes, solta a voz em estréia solo e se torna a figura feminina mais importante da tropicália.
'Gal Costa': A Landmark Album Of Brazilian Tropicalia
udiscovermusic.com
Gal Costa's 1969 self-titled album remains a paragon of Tropicalia music and a landmark of Brazilian pop. This review explains why.
Disco Nota 11: "Gal Costa" (1969) - Gal Costa | Rockontro
rockontro.org
"Gal Costa", o disco, mostra a cantora bem à vontade na mistura de MPB e rock, bem distante de suas origens bossa-novistas e com um tempero mais acentuado de psicodelia do que o que havia no álbum "Tropicalia".
"Gal" (Philips, 1969), Gal Costa - Blogger
discosessenciais.blogspot.com
Gal Costa ainda desfrutava do sucesso comercial do seu primeiro e autointitulado primeiro álbum solo, lançado em 1969, quando no segundo semestre do mesmo ano, lançou o segundo álbum, Gal, considerado o mais experimental e psicodélico da carreira da cantora baiana.
