Ben

Jorge Ben Jor

1972

Capa de Ben
Top 100

Porque Merece Estar na Lista

Lançado em 1972, o álbum Ben é um marco na discografia de Jorge Ben, consolidando seu estilo inconfundível que mescla samba, funk e rock com uma energia singular. Este trabalho representa a maturidade de sua sonoridade, onde o violão percussivo e os ritmos contagiantes criam uma atmosfera festiva e reflexiva ao mesmo tempo. O álbum se destaca por sua autenticidade e por reforçar a identidade musical de um dos maiores inovadores da música brasileira.

Contexto

Após um período de intensa produção e experimentação, que incluiu o aclamado álbum Jorge Ben em 1969 e Negro É Lindo em 1971, Jorge Ben retornava à Philips Records, gravadora pela qual já havia lançado trabalhos significativos no início de sua carreira. Nesse momento, ele já havia desenvolvido e refinado sua assinatura musical, afastando-se das convenções da bossa nova e da jovem guarda para criar um gênero próprio, o samba rock.

Gravação

O álbum Ben foi gravado em 1972 e contou com a produção de Paulinho Tapajós. O disco apresenta uma sonoridade característica do artista na época, com o violão de Jorge Ben no centro e acompanhamento de banda que realçava os elementos de samba e rock.

Músicas

Ben é repleto de faixas que se tornaram clássicos instantâneos. Entre elas, destacam-se "Taj Mahal", uma canção de refrão hipnótico e melodia marcante, e "Fio Maravilha", um vibrante tributo ao icônico atacante do Flamengo. As letras de Jorge Ben frequentemente abordam temas do cotidiano, romances, futebol e a identidade afro-brasileira, sempre com um toque de humor e repetições que se tornam parte intrínseca da musicalidade.

Legado

Ben solidificou a reputação de Jorge Ben como um artista singular e influente. A canção "Taj Mahal" ganhou notoriedade internacional quando Jorge Ben entrou com uma ação de violação de direitos autorais contra Rod Stewart, alegando que sua canção de 1978, "Da Ya Think I'm Sexy?", havia sido derivada de "Taj Mahal". O caso foi resolvido amigavelmente, com Stewart admitindo "plágio inconsciente" em sua autobiografia. O álbum foi reconhecido em listas de relevância musical, sendo classificado em 414º lugar em uma enquete de 162 especialistas musicais conduzida pelo podcast Discoteca Básica, uma das seis obras do cantor mencionadas na lista.

Ranking nas Listas

Faixas

Créditos

Arranjo

José Briamonte, Rogério Duprat

Produção [Direção Da Produção]

Manoel Barenbein

Guitarra, Vocais, Composição

Jorge Ben

Engenheiro de Som

Ary Carvalhaes, Célio Martins, João Kibelkstis, Oswaldo Cruz Vidal, Stelio Carlini

Arte [Cover]

Albery

Layout

Lincoln

Texto do Encarte

Armando Pittigliani

Fotografia [Back Cover]

Johnny Salles

Referências

Livros