Balançamba

Lúcio Alves

1963

Capa de Balançamba
Top 100

Porque Merece Estar na Lista

Balançamba, lançado em 1963 pela gravadora Elenco, é um álbum que solidifica a maestria interpretativa de Lúcio Alves no universo da Bossa Nova. O disco é uma celebração do estilo, apresentando a voz singular do artista em arranjos sofisticados, característicos daquele período de ouro da música brasileira. Ele se destaca por sua capacidade de mergulhar nas nuances das composições, oferecendo leituras íntimas e elegantes que realçam a beleza das melodias e letras. Considerado um trabalho de peso em sua discografia, Balançamba é essencial para compreender a contribuição de Lúcio Alves para a Bossa Nova. Suas interpretações conferem nova vida a clássicos, reafirmando sua posição como um dos grandes cantores e um dos principais divulgadores do gênero.

Contexto

Antes do lançamento de Balançamba, Lúcio Alves já havia construído uma carreira notável, iniciada nos anos 1940 com o grupo Namorados da Lua, onde atuava como cantor, violonista e arranjador. Nos anos 1950, consolidou-se como um dos nomes mais populares do rádio brasileiro, gravando sucessos ao lado de Dick Farney e prestando homenagens, como no disco "Lúcio Alves interpreta Dolores Duran" de 1960. Com a eclosão da Bossa Nova, Lúcio Alves rapidamente se integrou ao movimento, lançando discos como "Lúcio Alves, sua voz íntima, sua Bossa Nova, interpretando Sambas em 3-D" em 1959 e "A Bossa é nossa" em 1961. Balançamba surge, portanto, como uma continuação natural e um aprofundamento de sua jornada no gênero, aproveitando sua experiência e sensibilidade para interpretar o repertório da nova onda.

Músicas

O álbum Balançamba é notável pela seleção de canções que destacam a versatilidade e a profundidade interpretativa de Lúcio Alves. Entre as faixas que se sobressaem, estão "Dindi", uma composição atemporal de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, e "Samba da minha terra", um clássico imortalizado por Dorival Caymmi. Além dessas joias, o disco também apresenta as interpretações de Lúcio Alves para "Ah, se eu pudesse" e "O barquinho", ambas criações de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. Essa escolha de repertório reflete o alinhamento do álbum com o que de melhor a Bossa Nova produzia na época, com compositores de grande prestígio e canções que se tornariam pilares da música brasileira.

Ranking nas Listas

Faixas

Créditos

Arranjo, Regência

Carlos Monteiro De Souza

Produção [Ass. Da Direção Artistica]

José Delphino Filho

Produção [Gerente De Produção]

Peter Keller

Produção, Direção, Texto do Encarte

Aloysio De Oliveira

Composição

Roberto Menescal, Ronaldo Boscoli

Engenheiro de Som, Gravação

Norman Sternberg

Referências

Livros