Mamonas Assassinas
Mamonas Assassinas
1995

Ranking nas Listas
Por Que Esse Disco é Importante
Mamonas Assassinas é o icônico álbum de estreia da banda brasileira de rock cômico homônima, um trabalho que, apesar de ser o único gravado pelo grupo, gravou seu nome na história da música nacional. Lançado em 1995, o disco se destaca pela sua versatilidade musical, transitando com maestria entre uma vasta gama de gêneros, como heavy metal, forró, fado, baião, pagode, pop, pop rock e brega. Essa ecletismo, aliado a um humor irreverente e perspicaz, fez com que o álbum se tornasse um fenômeno cultural instantâneo, capturando a atenção do público e da crítica em todo o Brasil. O estilo cômico do grupo, que não poupava críticas à sociedade e misturava referências culturais de forma única, permitiu que as canções invadissem as rádios brasileiras. A irreverência e a inteligência por trás das composições fizeram com que Mamonas Assassinas conquistasse o país de forma avassaladora, consolidando-se como um marco pela sua originalidade e capacidade de entreter e provocar reflexão simultaneamente.
Contexto
Antes da gravação do álbum de estreia, o grupo Mamonas Assassinas já possuía um repertório inicial, com três canções, entre elas "Jumento Celestino", "Pelados em Santos" e "Robocop Gay", que já haviam sido compostas e gravadas em uma fita demo de forma independente. No entanto, a banda enfrentou o desafio de completar o material exigido pela gravadora EMI, que solicitava um mínimo de dez faixas para o lançamento do disco. Em um esforço criativo intenso, os integrantes, especialmente Dinho e Júlio Rasec, compuseram as doze faixas adicionais em apenas uma semana, demonstrando a efervescência criativa do período.
Gravação
A gravação e produção do álbum Mamonas Assassinas foram realizadas por Rick Bonadio em seu estúdio, com o auxílio de Rodrigo Castanho e Junior Lane. O processo teve início em outubro de 1994 e foi concluído entre março e junho de 1995. Durante as sessões, Bonadio ganhou o apelido de "Creuzebek", um engano hilário de Dinho ao tentar pronunciar o nome de um sanfoneiro que gravava no estúdio ao lado, e o apelido permaneceu. Um fato notável da produção foi a rapidez na composição de grande parte do álbum: a gravadora EMI exigiu um mínimo de dez canções, mas a banda tinha apenas três prontas. Em uma semana, os integrantes, em especial Dinho e Júlio Rasec, que compuseram a maioria, criaram as doze faixas adicionais. Uma das canções, "Não Peide Aqui Baby", uma paródia de "Twist and Shout" dos Beatles, foi descartada do álbum por conter uma quantidade excessiva de palavrões. As gravações aconteceram em São Paulo, no estúdio de Bonadio, e a mixagem final foi realizada no The Enterprise, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Músicas
As canções do álbum Mamonas Assassinas, em sua maioria, foram compostas pela própria banda, destacando-se a contribuição de Dinho e Júlio Rasec, com exceção de "Sabão Crá-Crá", uma música folclórica de autoria desconhecida, e "Sábado de Sol", composta pela banda Baba Cósmica. O repertório é repleto de referências e paródias, como em "Pelados em Santos", que alude a "Crocodile Rock" de Elton John, e "Chopis Centis", que parodia o riff inicial de "Should I Stay or Should I Go" do The Clash. "1406" faz alusão a um canal de televendas popular na época, enquanto "Vira-Vira" é uma sátira do gênero musical português, inspirada em uma piada de Costinha. O álbum também apresenta "Uma Arlinda Mulher", uma paródia da música romântica com referências a Belchior e alusões musicais a "Fake Plastic Trees" e "Creep" do Radiohead. Outras faixas notáveis incluem "Cabeça de Bagre II", inspirada nas experiências escolares de Dinho e parodiando "Cabeça Dinossauro" dos Titãs, e "Robocop Gay", que presta homenagem ao Capitão Gay de Jô Soares, com imitações de Eduardo Dussek e citações a "Doce, Doce Amor" de Raul Seixas. A versatilidade do grupo é evidente em "Bois Don't Cry", uma paródia da música sertaneja com influências de The Cure, Waldick Soriano, Rush e Dream Theater, e em "Débil Metal", um trocadilho com heavy metal com letras desconexas e vocais que lembram Max Cavalera do Sepultura. O álbum ainda conta com "Lá Vem o Alemão", uma paródia do pagode "Lá Vem o Negão", com participações de integrantes do Negritude Júnior e Art Popular.
Legado
Mamonas Assassinas se tornou um fenômeno comercial sem precedentes no Brasil, vendendo mais de 3 milhões de cópias e conquistando a certificação de disco de diamante. O álbum quebrou diversos recordes, tornando-se o álbum de estreia mais vendido da história do país e o mais vendido em um único dia, com 25 mil cópias em apenas 12 horas. Em menos de 100 dias, alcançou a marca de 1 milhão de cópias, dobrando esse número para 2 milhões em apenas seis meses, consagrando-se como o álbum vendido mais rapidamente em todos os tempos no Brasil. Em Portugal, o disco também obteve sucesso, vendendo mais de 20 mil cópias e recebendo certificação de ouro, sendo o segundo disco mais vendido no país em 1996. A recepção crítica destacou o sucesso do álbum pela sua capacidade de abordar problemas sociais da época com humor. Críticos como Iule Karalkovas e Igor Miranda ressaltaram a versatilidade musical da banda e a habilidade instrumental, que permitia transitar por diversos gêneros com facilidade, enquanto Luciana Gifoni apontou a performance e as letras, moldadas pela "comicidade escrachada", como fatores primordiais para a conquista do público. O legado do álbum se estendeu para além das vendas, com canções como "Sabão Crá-Crá" e "Robocop Gay" sendo incluídas em trilhas sonoras de novelas, consolidando a influência duradoura do grupo na cultura pop brasileira.
Faixas
Créditos
Rick Bonadio
Mamonas Assassinas
Creuzebek
César Do Acordeon
Leandro Lehart
Rick Bonadio
Fabinho
Paquito
Dinho
Samuel Reoli
Sérgio Reoli
Bento Hinoto
Júlio Rasec
Jerry Napier
Júnior Lanne
Roger Sommers
João Augusto
Mário Busch, Patricia Delgado
Carlos Sá
André Paoliello
Intek
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Peças Raras - Você em sintonia com o rádio · Peças Raras
A Rádio Transamérica encerra as atividades neste domingo, dia 12 de outubro, após mais de 50 anos de história. Uma das muitas páginas marcantes que vão ficar na memória de quem ouviu a rádio é o Estúdio Transamérica. E, talvez, o mais divertido e, posteriormente, emocionante de todos tenha sido o programa que contou com a participação dos Mamonas Assassinas. Em 1995, a banda surgia como o maior fe
Vinilteca · José Ono Junior e Guilherme Colpani
Neste episódio da Vinilteca, abrimos o disco Mamonas Assassinas (1995) para contar a história completa de um dos maiores fenômenos da música brasileira. Em menos de 100 dias, cinco garotos de Guarulhos venderam mais de 1 milhão de discos e mudaram para sempre o pop rock nacional.Mais do que humor escrachado, o álbum mistura rock, forró, pagode, brega e heavy metal com inteligência musical, referên
QUER QUE EU RESENHE? · André Marx
No seu vídeo da semana, Geordival dá mais uma aula numa resenha mais que inusitada: ao resenhar o disco homônimo da banda Mamonas Assassinas, faz um recorte interessante sobre as "homenagens" feitas pela banda. Sejam bem-vind@s ao Canal/Podcast QUER QUE EU RESENHE? e esperamos que vocês gostem.
Já ouviu esse disco? · Danilo de Almeida
Eu sou Danilo de Almeida e nesse episódio do podcast 'Já ouviu esse disco?' eu falo sobre um dos maiores fenômenos musicais que o Brasil já viu, hoje falo sobre o primeiro e único álbum que marcou a carreira meteórica dos Mamonas Assassinas. Siga: http://twitter.com/jaouviuodisco http://instagram.com/jaouviuessedisco/
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Filmes

Mamonas Assassinas: A Série
2025
A atração convida o público para uma viagem afetiva ao passado. A produção é uma ficção inspirada em fatos reais, com atores interpretando o grupo que marcou gerações. A história começa em 1992, quando Dinho (Ruy Brissac), Sérgio (Rhener Freitas), Samuel (Adriano Tunes), Júlio (Robson Lima) e Bento (Beto Hinoto) eram jovens de Guarulhos, na Grande SP, tentando viver da própria arte, sem imaginar que alguns anos depois se tornariam parte do maior fenômeno musical brasileiro dos anos 1990: os Mamonas Assassinas. O quinteto conquistou o país de forma meteórica com o lançamento do único álbum, em 1995. Eles dominaram as rádios e venderam milhões de cópias com sucessos como "Pelados em Santos" e "Vira-Vira", até a trajetória ser interrompida pelo trágico acidente aéreo de 2 de março de 1996. A Serie vai contar essa trajetória, desde as dificuldades do início da carreira até a conquista do primeiro disco, a fama e a carreira interrompida no auge, de maneira tão precoce.

Mamonas Assassinas: O Filme
2023
Estamos em Guarulhos na década de 90. Dinho, Sérgio, Samuel, Julio e Bento são garotos típicos da época com pouco dinheiro e muitos sonhos. Eles nem imaginam que o humor debochado e inteligente, tão característico do grupo de amigos, irá mudar suas vidas para sempre. De algumas tentativas fracassadas ao sucesso absoluto, em pouco tempo, eles se tornaram o maior fenômeno musical brasileiro da década: os Mamonas Assassinas.

Por Toda Minha Vida - Mamonas Assassinas
2008
A trajetória dos cinco irreverentes rapazes que conquistaram o país com hits como Pelados em Santos e Vira-Vira foi o tema deste especial.

MTV na Estrada: Mamonas Assassinas
1996
MTV na Estrada é um documentário exibido pela MTV Brasil (e depois lançado em DVD) que acompanha a banda Mamonas Assassinas em vários shows pelo Brasil em 1996.
Livros

Os 500 Maiores Álbuns Brasileiros de Todos os Tempos
Ricardo Alexandre · 2022
A maior eleição de música brasileira já feita: 162 especialistas, entre jornalistas, críticos, músicos, produtores e podcasters, indicaram, cada um, 50 discos essenciais, apoiados por uma masterlist de mais de 2.000 obras. Encabeçada por Ricardo Alexandre, com tabulação de Sérgio Jomori, foi publicada em dezembro de 2022 em um livro de 200 páginas em capa dura, com projeto gráfico de Fernando Pires.
Mamonas Assassinas
Revista Personalidades, Guia Personalidades, Música, Entretenimento, On Line Editora · 2016
Esta revista, da série 'Personalidades', foca nos Mamonas Assassinas, celebrando o impacto da banda na década de 1990. Aborda a irreverência das letras e a agitação das composições que se tornaram trilha sonora de muitos momentos de descontração no Brasil, oferecendo um olhar sobre a trajetória e o legado do grupo.
Análises
Mamonas Assassinas – Wikipedia
Wikipédia, a enciclopédia livre
Nostalgia 03 | Mamonas Assassinas (1995) - De volta para o vinil
devoltaparaovinil.com.br
'Mamonas Assassinas' foi lançado em 1995, foi o único álbum oficial de estúdio lançado pela banda brasileira Mamonas Assassinas. O álbum vendeu mais de três milhões de cópias, recebendo assim uma certificação de Disco de Diamante em 1995, segundo a ABPD.
Mamonas Assassinas (1995) - A História do Disco
ahistoriadodisco.com.br
Em 1995 tínhamos a ferrenha 'briga' por audiência nos domingos, com Gugu de um lado e Faustão do outro. Nessa época eu tinha 4 anos, e gostava muito do Mamonas Assassinas, tanto que minha mãe gravou em fita cassete o dia em que a banda foi no Gugu.
S03E05 Mamonas Assassinas (1995) - Podcast Já ouviu esse disco?
podcastjaouviuessedisco.blogspot.com
Eu sou Danilo de Almeida (@22daniloalmeida) e nesse episódio do podcast 'Já ouviu esse disco?' eu falo sobre um dos maiores fenômenos musicais que o Brasil já viu, hoje falo sobre o primeiro e único álbum que marcou a carreira meteórica dos Mamonas Assassinas.
Em 23/06/1995: Mamonas Assassinas lançava o seu único álbum de estúdio
whiplash.net
Em 23 de junho de 1995, a banda brasileira MAMONAS ASSASSINAS lançou o seu primeiro e único disco de estúdio, intitulado simplesmente "Mamonas Assassinas".