Mário Reis

Mário Reis

1971

Capa de Mário Reis
Top 100

Porque Merece Estar na Lista

O álbum autointitulado Mário Reis, lançado em 1971, representa um momento singular na trajetória de um dos mais celebrados cantores da era do rádio brasileira, o "Bacharel do Samba". Este disco não apenas reafirma a presença de Mário Reis na música nacional após períodos de afastamento, mas também se destaca por sua relevância cultural e política na época. Com um estilo vocal que, embora inicialmente recebido com estranhamento, conquistou a crítica por sua singularidade, Mário Reis, neste LP, mostra-se um artista atento ao seu tempo. A obra é um testemunho da continuidade de sua arte, marcando o que seria seu terceiro trabalho em formato LP, evidenciando a persistência de sua voz única no cenário musical.

Contexto

O álbum de 1971 emerge em um Brasil sob o jugo da ditadura militar, um período de forte repressão e censura artística, contexto que ecoa diretamente em uma das faixas do disco. Para Mário Reis, que havia lançado LPs em 1960 e 1965 após uma carreira consolidada desde 1928 e um período de aposentadoria parcial, este trabalho representou um novo fôlego em sua discografia, marcando um retorno significativo à produção musical.

Músicas

Entre as canções que compõem o álbum, o destaque recai sobre "Bolsa de Amores", de Chico Buarque, que foi alvo de censura pela ditadura então vigente no país. A inclusão desta faixa sublinha o engajamento do álbum com o cenário político e cultural do Brasil na época, adicionando uma camada de profundidade e resistência à obra.

Legado

O ano de 1971, com o lançamento deste álbum, também testemunhou o que é amplamente considerada a despedida definitiva de Mário Reis dos palcos. Uma série de apresentações memoráveis no Golden Room do Copacabana Palace, com a presença de figuras ilustres como o ex-presidente Juscelino Kubitschek e Chico Buarque, marcou esse adeus. Chico Buarque, inclusive, emocionou-se profundamente com a interpretação de "A Banda" por Mário Reis. Embora a TV Globo tenha gravado o espetáculo para um especial, as fitas foram misteriosamente apagadas, adicionando um ar de lenda aos eventos que cercaram o lançamento deste trabalho e a última fase artística do cantor.

Ranking nas Listas

Faixas

Créditos

Diretor Musical [Diretor Musical]

Lindolfo Gaya

Orquestração [Orchestrador], Conductor [Regente]

Lindolfo Gaya

Produção [Diretor De Produção]

Milton Miranda

Engenheiro de Som [Diretor Técnico]

Z. J. Merky

Gravação [Técnico De Gravação]

Jorge E Nivaldo

Técnico [Técnico De Laboratório]

Reny R. Lippi

Layout [Lay-Out]

Joselito

Referências

Livros