Brasilian Skies

Masayoshi Takanaka 高中正義

1978

Capa de Brasilian Skies
Top 100

Porque Merece Estar na Lista

Brasilian Skies, lançado em 1978 pelo guitarrista japonês Masayoshi Takanaka, transcende fronteiras geográficas e culturais para se estabelecer como um marco singular na música. O álbum é notável por sua fusão inovadora de jazz-rock, jazz-funk e elementos do latin jazz, profundamente enraizado nas ricas texturas rítmicas do samba e da bossa nova. A sua capacidade de integrar a virtuosidade japonesa com a alma musical brasileira confere-lhe um lugar de destaque e merece uma atenção especial, sendo reconhecido como um dos 100 melhores discos da música brasileira. Este trabalho representa um encontro musical extraordinário, onde a guitarra vibrante de Takanaka se entrelaça com percussões e melodias autênticas do Brasil, criando uma sonoridade que é ao mesmo tempo exótica e familiar. O álbum se destaca por sua espontaneidade e pela maneira como evoca paisagens tropicais e um espírito livre, apresentando uma reinterpretação única da música brasileira através de uma lente japonesa de fusão.

Contexto

Antes de Brasilian Skies, Masayoshi Takanaka já havia estabelecido uma carreira significativa no Japão. Ele iniciou sua trajetória profissional em bandas de rock progressivo como Flied Egg e Sadistic Mika Band no início dos anos 70. Sua carreira solo deslanchou em 1976 com o álbum Seychelles, que introduziu seu característico som de jazz-fusion tropical, marcado por melodias leves e grooves funkeados. Brasilian Skies, lançado como seu quarto álbum de estúdio, representou uma evolução estilística para Takanaka, aprofundando seu interesse por influências globais e, em particular, pela música latina. Este período também coincidiu com a ascensão do City Pop no Japão, um gênero que combinava elementos de jazz, funk e pop, e que ressoava perfeitamente com o estilo inovador de Takanaka, especialmente entre a juventude urbana japonesa.

Gravação

As sessões de gravação de Brasilian Skies foram distribuídas por estúdios em diferentes localidades, visando capturar uma autêntica fusão de influências. Partes do álbum foram gravadas no PolyGram Studios no Rio de Janeiro, no Brasil, com músicos locais para imbuir o projeto com os vibrantes elementos de samba e bossa nova. Outras sessões ocorreram no Westlake Studios em Los Angeles, Estados Unidos, e em Izu, no Japão. O próprio Masayoshi Takanaka assumiu a produção e mixagem do álbum, trabalhando em estreita colaboração com engenheiros de gravação para coordenar a complexidade das sessões intercontinentais. O álbum contou com uma vasta gama de músicos, incluindo Sergio Carvalho e Sergio Portello do Brasil, além de renomados músicos de sessão como Jeff Porcaro, Abraham Laboriel e Greg Phillinganes. Ryuichi Sakamoto, uma figura icônica da música japonesa, também contribuiu com arranjos de teclado e cordas.

Músicas

Brasilian Skies é predominantemente instrumental, destacando o virtuosismo de Takanaka na guitarra com solos extensos e improvisações que se fundem com a interação do conjunto. O álbum tece uma tapeçaria sonora que combina a improvisação fluida do jazz fusion com os grooves sincopados do samba e a sutileza melódica da bossa nova. Entre as faixas, "Beleza Pula" se destaca por sua astuta brincadeira com a língua portuguesa, traduzindo literalmente como "Beleza Pula", mas sendo uma variação fonética de "Beleza Pura", capturando o espírito descontraído e lúdico brasileiro. A faixa-título, "Brasilian Skies", é evocativa de praias e serenidade, com uma linha de baixo pulsante e percussão sutil. Outros pontos altos incluem a vibrante "Star Wars Samba", uma reinterpretação em ritmo de samba do tema de John Williams, e a aclamada "Disco B", um favorito dos fãs. O álbum também apresenta uma versão de "I Remember Clifford" de Benny Golson.

Legado

Brasilian Skies conquistou um culto de seguidores por sua fusão eclética de sons globais, sendo amplamente elogiado pela crítica. Sua habilidade em mesclar jazz-fusion japonês com ritmos brasileiros o estabeleceu como um exemplo notável de intercâmbio cultural através da música. O álbum é frequentemente descrito como um trabalho que aprofunda a compreensão de diferentes culturas musicais, capturando a essência da música e cultura brasileira através da lente do estilo único de Takanaka, o City Pop, que evoca tanto a beleza natural quanto o charme urbano do Brasil. A longevidade e a importância do álbum são evidenciadas por suas múltiplas reedições, incluindo uma edição em vinil de 2025 remasterizada no Abbey Road Studios. Além disso, em 2018, Takanaka realizou uma turnê comemorativa de 40 anos do álbum no Japão, reforçando seu status icônico. O reconhecimento do Brasilian Skies como um dos 100 melhores discos da música brasileira solidifica seu impacto duradouro e sua relevância contínua no cenário musical mundial.

Ranking nas Listas

Faixas

Créditos

Produção Executiva

Hidenori Taga

Produção

Masayoshi Takanaka

Vocais de Apoio

Maria Aparecida, Maria Helena Violin, Maria Rita Kfouri

Vocais de Apoio [Back Vocals]

Haruko Kuwana

Baixo

Abraham Laboriel, Getao Takahashi, Scott Edwards, Sergio Barroso, Sergio Portello

Cavaquinho

Daudeth De Azevedo

Bateria

James Gadson, Jeff Porcaro, Shigeru Inoue, Wilson Das Neves

Flauta

Motoya Hamaguchi

Guitarra

Marlo Henderson, Masayoshi Takanaka

Harpa

Keiko Yamakawa

Teclados

Greg Phillinganes, Kiyosumi Ishikawa, Ryuichi Sakamoto, Sergio Carualho

Percussão

Altamiro Coelho Rosa, Antenor Marques Filho, Elyeu Felico, Hermes Coutesini, Luna, Motoya Hamaguchi, Nilton Delfino Marçal, Paulinho Da Costa

Gerente de Produção [Production Assistant]

Hiromi Yasuda, Tokio Shibata

Cordas [Strings Ensemble], Arranged By [Strings]

Ryuichi Sakamoto

Engenheiro de Som [Assistant]

Dave Rideau, Julinho

Engenheiro de Som [Recording]

Ary Carvalhaes, Masaru Takagi, Stephen Hodge

Mixagem [Remix]

Masaru Takagi, Masayoshi Takanaka

Coordenação [Music]

Cláudio Conde, Naomi Niimura, Olivia Page

Design

Koichi Chigi

Referências