Olorum

Mateus Aleluia

2020

Capa de Olorum
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Por Que Esse Disco é Importante

Olorum é uma obra que se insere na notável trajetória de Mateus Aleluia, um músico, cantor, compositor e pesquisador brasileiro com uma profunda ligação à ancestralidade africana. Como remanescente da formação original de Os Tincoãs, um grupo pioneiro na expressão da herança cultural e musical africana na Música Popular Brasileira, este álbum reflete a essência de sua pesquisa e vivência. O estilo de Olorum, por estar imerso na identidade artística de Mateus Aleluia, é caracterizado por uma sonoridade que evoca a ancestralidade musical pan-africana. A atenção que o álbum merece reside na forma como ele continua a dar voz a essas raízes profundas, apresentando uma perspectiva musical autêntica e enraizada nas tradições afro-brasileiras, fruto de décadas de dedicação à cultura e à pesquisa.

Contexto

Mateus Aleluia iniciou sua carreira no Recôncavo Baiano e, junto com Dadinho, foi essencial na definição do perfil artístico e ideológico de Os Tincoãs. Este grupo foi o primeiro a vocalizar a herança cultural e linguística de diferentes povos africanos na Música Popular Brasileira, estabelecendo uma conexão profunda com a África. Essa ligação com a África se intensificou quando Mateus se mudou para Angola em 1983, dedicando-se à pesquisa cultural e viajando pelo país em busca de mestres de diversos saberes, com foco na ancestralidade musical pan-africana. Seu retorno ao Brasil em 2002, a pedido do Governo Federal, marcou a retomada de sua carreira solo, culminando em lançamentos como Olorum em 2020.

Créditos

Arranjo

Sylvia Moore

Produção

Michael Meacock

Música

Bernard Broere, Sylvia Moore

Flauta

Linda Hirst

Guitarra, Flauta [Sansa], Kora [cora]

Sylvia Moore

Oboé

Michael Jeans

Pandeiro, Bells, Bateria, Flute [Bass Sansa], Piano, Cravo

Bernard Broere

Engenheiro de Som, Design [Cover]

Lawrence Perry

Corte

Brian Snelling

Design [Cover]

Norman Toohig

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