Criaturas da Noite
O Terço
1975

Porque Merece Estar na Lista
Lançado em 1975, Criaturas da Noite marca um ponto alto na trajetória d'O Terço, sendo o terceiro disco da banda e consolidando a sonoridade de sua chamada "Fase Áurea". Este álbum representa a fusão madura das influências do rock progressivo inglês com elementos do rock rural brasileiro, resultando em uma obra de grande riqueza musical e originalidade para o cenário da MPB da época. O trabalho reflete uma fase de estabilidade e criatividade do quarteto, que alcançou um equilíbrio notável entre complexidade instrumental e apelo melódico. Criaturas da Noite é um testemunho da capacidade d'O Terço de transitar por diferentes universos sonoros, desde o rock direto até as elaboradas suítes instrumentais, sempre com uma identidade própria. Sua produção esmerada e a colaboração de nomes importantes contribuíram para que o álbum se tornasse uma referência, demonstrando a evolução artística do grupo e sua posição de destaque no rock progressivo nacional.
Contexto
A gravação de Criaturas da Noite ocorreu em um período de intensa movimentação e amadurecimento para O Terço. Após diversas mudanças em sua formação original, a banda solidificou um quarteto essencial composto por Sérgio Hinds na guitarra, Sérgio Magrão no baixo, Luiz Moreno na bateria e a entrada fundamental de Flávio Venturini nos teclados e viola. Esta formação foi crucial para a identidade sonora do álbum. A aproximação do grupo com a dupla Sá e Guarabyra, que culminou na gravação do disco Nunca (1974) com eles, exerceu uma influência significativa na sonoridade d'O Terço, direcionando-os ainda mais para o "rock rural" em paralelo ao seu já estabelecido estilo progressivo. Este contexto de experimentação e colaboração preparou o terreno para a concepção das "Criaturas da Noite", um trabalho que reflete essa confluência de gêneros e talentos.
Gravação
O álbum Criaturas da Noite foi concluído em 1975, reunindo uma formação estável e criativa d'O Terço: Sérgio Hinds na guitarra, Sérgio Magrão no baixo, Luiz Moreno na bateria e Flávio Venturini nos teclados e viola. A capa do disco, intitulada "A Compreensão", foi uma elaboração artística de Antônio e André Peticov. Em um movimento estratégico visando a expansão para o mercado internacional, a banda decidiu gravar uma versão com os vocais em inglês do álbum, lançada sob o título Creatures of the Night. A produção do disco contou ainda com a valiosa colaboração do maestro Rogério Duprat, responsável pelos arranjos de orquestra em diversas faixas, adicionando uma camada de sofisticação às composições.
Músicas
Criaturas da Noite inicia de forma marcante com o baixo pulsante de Sérgio Magrão, que introduz "Hey Amigo", uma composição de Cezar de Mercês que rapidamente se tornou um dos clássicos d'O Terço. A forte influência do rock rural permeia faixas como "Queimada" e "Jogo das Pedras", ambas assinadas por Flávio Venturini e Cezar de Mercês, evidenciando a versatilidade composicional do grupo. A faixa-título, "Criaturas da Noite", de Flávio Venturini e Luiz Carlos Sá, destaca-se pelos ricos arranjos de orquestra conduzidos pelo maestro Rogério Duprat, que elevam a profundidade sonora da canção. O álbum também apresenta peças instrumentais notáveis, como "Ponto Final", uma criação do baterista Luiz Moreno, que contribui com uma introdução ao piano na música, e a suíte instrumental "1974", composta por Flávio Venturini, que demonstra a complexidade e a ambição progressiva da banda.
Ranking nas Listas
Faixas
Créditos
Paulo Rocco
O Têrço
Rogério Duprat
Mario Buonfiglio, Santiago "Sam" Malnati
O Têrço
Marisa Fossa
Cezar De Mercês
Sérgio Magrão
Sérgio Hinds
Luiz Moreno
Flávio Venturini
Antonio Jose Castilho, Pedro Lopes
André Peticov, Antonio Peticov
Waldir Zetsch
Jean-Pierre Resmond
Leonardo

