O Terço

O Terço

1970

Capa de O Terço
Top 100

Porque Merece Estar na Lista

Lançado em 1973, o segundo álbum homônimo de O Terço marcou uma guinada definitiva da banda em direção ao rock progressivo, estilo que se tornaria sua assinatura. Após experimentações iniciais com rock 50, folk e música clássica, este trabalho solidificou a identidade do grupo no cenário musical brasileiro como um expoente do gênero. O disco é uma declaração clara de suas ambições progressivas, afastando-se das influências mais leves de seus primórdios. Este álbum é notável por sua complexidade e arranjos elaborados, apresentando uma sonoridade mais pesada e sofisticada. A obra reflete a maturidade artística do trio, que buscou inspiração no rock progressivo inglês para criar um som original e intrincado, caracterizado por composições extensas e instrumentação rica.

Contexto

Antes do lançamento deste disco crucial, O Terço passou por significativas transformações em sua formação e direção musical. O guitarrista Sérgio Hinds havia retornado ao grupo após um período com Ivan Lins, e uma mudança interna resultou na saída de Jorge Amiden, mente criativa inicial da banda. A formação para este álbum consistia em Sérgio Hinds na guitarra, Cezar de Mercês no baixo e Vinícius Cantuária na bateria. Influenciado pelo rock progressivo inglês, o grupo já havia sinalizado essa transição com o lançamento de um compacto mais denso em 1972, contendo as músicas "Ilusão de Ótica" e "Tempo É Vento". A banda também havia participado da gravação do disco Vento Sul de Marcos Valle, consolidando sua experiência e direcionamento artístico rumo a uma sonoridade mais elaborada e progressiva.

Músicas

A peça central do álbum é a longa suíte "Amanhecer Total", composta pelos três integrantes e dividida em seis temas distintos, demonstrando a capacidade de O Terço em construir narrativas musicais complexas. A suíte explora diversas texturas e atmosferas, característica marcante do rock progressivo. O disco também se destaca pelas notáveis participações especiais, que enriquecem a paleta sonora das canções. Luiz Paulo Simas contribui com os teclados sintetizadores (Módulo 1000), adicionando camadas futuristas. A voz de Patrícia do Valle introduz o tema "Cores", enquanto Chico Batera adiciona nuances percussivas e Maran Schagen encerra "Cores Finais" ao piano. A participação do renomado músico Paulo Moura, tocando saxofone alto na faixa "Você aí", adiciona um toque jazzístico e sofisticado à obra.

Ranking nas Listas

Faixas

Créditos

Arranjo

O Têrço

Arranjo [Arranjo Orquestral]

Arthur Verocai

Produção [Direção de Produção]

Paulinho Tapajós

Baixo

Sérgio Hinds

Bateria

Vinicius Cantuária

Guitarra

Jorge Amiden

Gravação [Técnico de Gravação]

Ary Carvalhaes, Célio Martins

Layout

Aldo Luiz

Referências

Livros