O Concreto Já Rachou

Plebe Rude

1986

Capa de O Concreto Já Rachou
Top 100

Porque Merece Estar na Lista

O Concreto Já Rachou marca a estreia fonográfica da Plebe Rude, um dos pilares do punk rock brasileiro, em 1986. Lançado como um mini LP, este trabalho de sete faixas rapidamente se destacou no cenário musical da época por sua sonoridade crua e letras contundentes. Sua relevância é sublinhada pelo sucesso radiofônico de canções como "Até Quando Esperar" e "Proteção", que capturaram a atenção do público e solidificaram a identidade da banda em um período efervescente do rock nacional.

Contexto

Este mini LP representou o primeiro registro em estúdio da banda Plebe Rude, apresentando ao público a sonoridade vibrante e o discurso incisivo que caracterizariam sua trajetória no punk rock brasileiro.

Gravação

A gravação de O Concreto Já Rachou contou com a produção de Herbert Vianna, integrante dos Paralamas do Sucesso, adicionando uma colaboração notável ao processo criativo. O álbum foi lançado oficialmente em fevereiro de 1986, com shows de lançamento na boate Noites Cariocas.

Músicas

Com suas sete faixas, o álbum oferece um panorama conciso e poderoso do punk rock da Plebe Rude. Dentre as canções, "Até Quando Esperar" e "Proteção" alcançaram grande projeção nas rádios, tornando-se hinos da geração. A instrumentação é enriquecida pela participação de músicos convidados, como Fernanda Abreu nos vocais de "Sexo e Karatê", Jaques Morelenbaum no cello em "Até Quando Esperar", e Herbert Vianna, que empresta sua voz em "Minha Renda".

Legado

Comercialmente, O Concreto Já Rachou é o álbum mais bem-sucedido da Plebe Rude, conquistando disco de ouro e vendendo cerca de 200 mil cópias. Sua importância vai além dos números, sendo amplamente reconhecido como um dos grandes discos do rock brasileiro. A crítica especializada endossa seu valor, com a revista Rolling Stone Brasil o elegendo o 57º entre os 100 melhores álbuns da música brasileira, e o livro "Os 500 Maiores Álbuns Brasileiros De Todos Os Tempos" o colocando na 126ª posição. A perenidade do álbum é evidente em sua execução integral na maioria dos shows da banda, e em seu relançamento em 2011, ao lado de outros marcos do rock nacional.

Ranking nas Listas

Faixas

Créditos

Direção Artística

Jorge Davidson

Arranjo

Plebe Rude

Produção Executiva

Herbert Vianna

Produção

Herbert Vianna

Produção [Assistant]

Pedro Ribeiro

Baixo

André X

Bateria

Gutje Woortmann

Guitarra, Vocais

Jander Bilaphra

Guitarra Solo, Vocal Principal

Philippe Seabra

Mixagem

Renato Luiz

Gravação

Renato Luiz

Gravação [Auxiliary]

Jorge Brum

Arte

Helena Woort

Arte [Artistic Coordination]

Helena Woort

Arte [Cover]

Cláudio Paiva, Flávio Colker

Arte [Graphic Coordination]

J.C. Mello

Arte [Photographic Production]

Helena Woort

Arte [Pictures]

Helena Woort

Referências

Livros