Annihilation
Rebaelliun
2001

Porque Merece Estar na Lista
Lançado em 2001 pela Hammerheart Records, Annihilation é o segundo álbum de estúdio da banda brasileira Rebaelliun e representa um marco crucial em sua discografia e no cenário do death metal extremo. Este trabalho solidificou a reputação do quarteto como uma força implacável e tecnicamente proficiente no gênero, consolidando sua posição entre os grandes nomes do metal brasileiro ao lado de contemporâneos como Krisiun e Sarcófago. Com uma duração de 38 minutos e 5 segundos, o álbum é uma explosão controlada de velocidade e agressão, destacando-se pela execução intrincada e pela produção massiva que realça cada detalhe da fúria instrumental. Annihilation é frequentemente elogiado por sua intensidade e pela capacidade da banda de manter a complexidade técnica em meio a um ritmo vertiginoso, estabelecendo um padrão elevado para o death metal em sua época e se tornando um clássico cult para os amantes do estilo.
Contexto
Formado em 1998, o Rebaelliun emergiu de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, já com a ambição de transcender as fronteiras nacionais e estabelecer-se no cenário europeu do death metal. Antes de Annihilation, a banda havia lançado o aclamado álbum de estreia Burn the Promised Land em 1999 e o EP Bringer of War em 2000, o que lhes rendeu uma base de fãs crescente e turnês pela Europa. Na virada do milênio, o Brasil era reconhecido como um celeiro de bandas de metal extremo, com nomes como Sepultura, Krisiun e Sarcófago já tendo pavimentado o caminho para a projeção internacional. Nesse contexto efervescente, o Rebaelliun se destacava pela sua abordagem brutal e técnica, sendo frequentemente comparado aos compatriotas Krisiun, mas desenvolvendo sua própria identidade com riffs de guitarra agudos e elaborados. A banda, que já havia passado por algumas mudanças de formação, se apresentou em Annihilation com Lohy Fabiano nos vocais e baixo, Fabiano Penna Corrêa e Ronaldo Lima nas guitarras, e Sandro Moreira na bateria, formação que buscou levar sua sonoridade a um novo patamar de brutalidade e precisão.
Gravação
Annihilation foi gravado e mixado entre fevereiro e março de 2001 no renomado Stage One Studio, localizado na Alemanha. A escolha de um estúdio europeu demonstrava a projeção internacional da banda e o desejo de obter uma produção de alto nível. A responsabilidade pela produção ficou a cargo de Andy Classen, um nome experiente no cenário do metal extremo e conhecido por trabalhos com outras bandas influentes, incluindo Krisiun. A colaboração com Andy Classen foi fundamental para a sonoridade final do álbum. A produção é notavelmente "massiva" e detalhada, permitindo que a complexidade dos arranjos da banda fosse plenamente audível, algo que, segundo críticos, aprimorou a experiência em comparação com trabalhos anteriores onde os detalhes poderiam se perder no caos. Schosch Classen atuou como engenheiro de som, enquanto Rob Essers foi o responsável pela masterização, realizada no estúdio E-A-T na Holanda, garantindo um polimento final à densidade sonora do álbum.
Músicas
O repertório de Annihilation é composto por nove faixas que exemplificam a intensidade e a destreza técnica do death metal do Rebaelliun. A faixa-título "Annihilation" abre o álbum, estabelecendo o tom de brutalidade e velocidade que permeia todo o trabalho. Canções como "Steel Siege" e "Unleash the Fire" são destacadas por sua loucura de alta frequência e aberturas quase hino, enquanto "God of a Burned Land" exibe uma variação dinâmica entre a técnica de nota única e acordes de potência. As letras, em grande parte, foram escritas por Fabiano Penna, que também contribuiu com a maioria dos solos de guitarra, ao lado de Ronaldo Lima. A complexidade das guitarras é um ponto forte, com solos considerados por alguns como entre os melhores do metal extremo, incorporando elementos melódicos de forma sutil, mas impactante. A faixa "Unborn Consecration" é notável por seu trabalho de guitarra refinado, apresentando um solo que se destaca em meio à velocidade agonizante. Da mesma forma, "Bringer of War" (uma versão regravada de uma faixa anterior) demonstra uma interação digna de nota entre os membros da banda, evidenciando que o Rebaelliun oferecia mais do que apenas um ritmo acelerado, mas também composições memoráveis e diferenciadas.
Legado
Annihilation foi recebido como um dos álbuns de death metal mais intensos já lançados em sua época, e até 2016, era considerado um clássico do gênero. Críticos o descreveram como uma "exibição brilhante de death metal de qualidade entregue de forma tão refinada que entorpece o cérebro", elogiando os riffs "de fazer o coração bater forte" e a bateria "esmagadora". O álbum solidificou a posição do Rebaelliun como uma das principais bandas do cenário brasileiro de metal extremo, ao lado de nomes como Krisiun, Mental Horror e Nephasth. Embora não haja dados de vendas específicos publicamente disponíveis, a repercussão do álbum no underground foi significativa, com uma média de classificação de 4.39/5 baseada em 102 avaliações no Discogs. Annihilation foi o último álbum da banda antes de seu hiato em 2002, devido a "lutas internas e desentendimentos", mas sua influência permaneceu. Com o retorno da banda em 2015 e lançamentos subsequentes, Annihilation continuou a ser referenciado como um ponto alto em sua carreira, sendo fundamental para o reconhecimento do Rebaelliun como uma "máquina brasileira de death metal" de grande impacto.
Ranking nas Listas
Faixas
Créditos
Andy Classen, Rebaelliun
Jean Presser, Rebaelliun
Lohy Silveira
Sandro Moreira
Fabiano Penna, Ronaldo Lima
Schösch Classen
Rob Essers
Andy Classen
Jacek Wiśniewski
Rato
Marcelo Demuti