Secos & Molhados II
Secos & Molhados
1974

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Por Que Esse Disco é Importante
Secos & Molhados II, o segundo trabalho de estúdio do grupo homônimo, é uma obra que aprofunda a proposta musical inovadora da banda. O álbum se destaca pela fusão audaciosa de gêneros, incorporando elementos do rock progressivo e psicodélico com a rica tapeçaria da música popular brasileira. Sua singularidade é ainda mais acentuada pelas adaptações líricas de poemas de grandes nomes como Julio Cortázar, João Apolinário, Oswald de Andrade e Fernando Pessoa, conferindo-lhe uma dimensão artística e intelectual notável. Este disco assume um papel crucial na história do Secos & Molhados, marcando a última colaboração da formação original que catapultou o grupo à fama: João Ricardo, Gérson Conrad e Ney Matogrosso. Sua importância reside não apenas na continuidade de uma sonoridade experimental e vanguardista, mas também em ser o ponto culminante de uma fase essencial na trajetória da banda.
Contexto
O lançamento de Secos & Molhados II ocorre em um período de transição para o grupo, representando o trabalho final da formação original. A iminente separação da banda após este álbum direcionaria cada um de seus integrantes para suas respectivas carreiras solo, com os três lançando seus próprios projetos de estúdio em 1975. Além da mudança na estrutura principal do conjunto, alguns músicos convidados que haviam contribuído para o primeiro álbum, como Willy Verdaguer, John Flavin, Sérgio Rosadas e Emilio Carrera, não seguiram participando das gravações, indicando uma reconfiguração nos arranjos e na colaboração instrumental.
Legado
Embora Secos & Molhados II não tenha alcançado o mesmo nível de atenção pública que seu antecessor, em grande parte devido à iminente dissolução da banda, ele recebeu uma repercussão positiva da imprensa em geral. A crítica reconheceu a continuidade da proposta artística e a qualidade musical do trabalho. Anos mais tarde, em 1999, o álbum foi relançado, junto ao primeiro disco do grupo, como parte da "Série Dois Momentos" da gravadora Continental. Esta reedição, que contou com a remasterização de Charles Gavin, permitiu que novas gerações de ouvintes tivessem acesso à obra e reafirmou seu lugar na discografia brasileira.
Faixas
Vídeos
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Primavera nos dentes
Miguel de Almeida · 2023
Na comemoração dos 50 anos do lançamento do seu primeiro álbum, esta biografia completa e ampliada do Secos & Molhados detalha como o grupo se tornou um marco da MPB e um símbolo de rebeldia durante a ditadura. A obra explora a trajetória da banda, incluindo a formação com João Ricardo, Gérson Conrad e Ney Matogrosso, e abordará, de forma aprofundada, sua discografia, o que inclui o álbum 'Secos & Molhados II'.

Os 500 Maiores Álbuns Brasileiros de Todos os Tempos
Ricardo Alexandre · 2022
A maior eleição de música brasileira já feita: 162 especialistas, entre jornalistas, críticos, músicos, produtores e podcasters, indicaram, cada um, 50 discos essenciais, apoiados por uma masterlist de mais de 2.000 obras. Encabeçada por Ricardo Alexandre, com tabulação de Sérgio Jomori, foi publicada em dezembro de 2022 em um livro de 200 páginas em capa dura, com projeto gráfico de Fernando Pires.
Análises
Secos & Molhados II – Wikipedia
Wikipédia, a enciclopédia livre
A Máquina de Fazer Sonhos: SECOS & MOLHADOS Secos & Molhados II 1974
amakina.blogspot.com
Mais elaborado e menos popular que o primeiro, como "definido" por Ney Matogrosso em declaração a Folha de São Paulo (Janeiro/2000), "Secos e Molhados II" é composto por músicas de temática social como "O Doce e o Amargo", "Preto Velho" e "Tercer Mundo".
"Secos & Molhados 2" (Continental, 1974), Secos & Molhados
discosessenciais.blogspot.com
O primeiro e autointitulado álbum dos Secos & Molhados, lançado em 1973, foi um sucesso avassalador. Combinando elementos de rock com influências progressivas e psicodélicas, e infundindo-as na música popular brasileira, o álbum cativou o público com seu som inovador e letras poéticas.
Secos & Molhados - Discografia. - Muro do Classic Rock.
mdcr.site
Os Secos & Molhados se tornaram um dos maiores fenômenos da música popular brasileira, batendo todos os recordes de vendagens de discos e público. O disco era formado por treze canções que ao ver da crítica, parecem atuais até os dias de hoje.

