Ascensão
Serena Assumpção
2016

Ranking nas Listas
Por Que Esse Disco é Importante
Ascensão é o primeiro e único álbum da cantora Serena Assumpção, lançado postumamente em julho de 2016, poucos meses após sua partida. O trabalho se destaca como uma obra profunda e sensível que desvenda o sagrado da cultura afro-brasileira, especialmente do Candomblé, através de uma abordagem moderna e reverente. O álbum é uma fusão notável de MPB com elementos de Umbanda e Candomblé, expressando a espiritualidade e a ancestralidade de forma singular. O título, "Ascensão", carrega um significado intrínseco de evolução e elevação, refletindo a jornada espiritual e artística de Serena. Com a participação de mais de 40 músicos, o disco transcende a mera gravação musical, apresentando-se como um tributo coletivo à fé e à resiliência. Sua proposta artística o posiciona como uma das obras mais significativas e culturalmente relevantes da música brasileira contemporânea.
Contexto
Filha do icônico Itamar Assumpção, Serena dedicou grande parte de sua vida à preservação do legado artístico de seu pai, ao mesmo tempo em que construía sua própria trajetória como cantora, compositora e produtora cultural. A ideia para Ascensão surgiu a partir de uma revelação em um jogo de búzios no Santuário da Irmandade do Ilê de Pai Dessemi de Odé, local que Serena frequentava. O projeto, iniciado em 2009, foi concebido ao longo de anos, um período no qual Serena enfrentou e superou um câncer por duas ocasiões, imprimindo uma camada ainda mais profunda de resiliência e propósito à obra.
Gravação
Ascensão foi um projeto de longa duração, produzido entre 2009 e 2016, sob a direção e produção da própria Serena Assumpção, em colaboração com DiPa e Pipo Pegoraro. A produção executiva ficou a cargo de Flavio Scubi de Abreu. As gravações ocorreram em diversos locais, incluindo estúdios em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, especificamente em abril de 2015. Estúdios como Audiorama, Sabiá, YB, Estúdio T (Salvador) e Terreiro Du Passo foram utilizados. O álbum é notável pela quantidade de colaborações, contando com mais de 40 (ou até mais de 50, segundo algumas fontes) artistas convidados. Serena teve um papel ativo e dedicado em todo o processo, desde a concepção até a direção artística, inclusive organizando refeições temáticas relacionadas aos orixás para cada sessão de gravação, criando uma atmosfera singular e imersiva. A masterização do disco em vinil foi realizada por Arthur Joly, enquanto Felipe Tichauer (Red Traxx Mastering) cuidou da masterização geral.
Músicas
Cada uma das 13 faixas de Ascensão é dedicada a um orixá, funcionando como uma homenagem e evocação das divindades do panteão do Candomblé. As letras e melodias incorporam elementos do cancioneiro popular de domínio público, combinados com composições originais de Serena Assumpção e de Gilberto Martins, seu irmão de santo, que trazem uma perspectiva moderna e autoral à tradição. O álbum é descrito como um compilado de rituais e cantos que exploram a rica espiritualidade afro-brasileira. A canção de encerramento, “Do Tata Nzambi”, interpretada a cappella pelo Grupo Source de Vie da República Democrática do Congo, ganhou um significado ainda mais comovente e poético após o falecimento de Serena, servindo como um acalanto e uma benção póstuma. Além das treze faixas, uma canção bônus, “Logunedé”, gravada em parceria com Caetano Veloso, foi lançada posteriormente, enriquecendo ainda mais o legado do álbum.
Legado
Ascensão foi universalmente aclamado pela crítica especializada, sendo um dos destaques do ano de seu lançamento e garantindo uma indicação ao Grammy Latino. O álbum foi lançado postumamente em julho de 2016 pelo Selo SESC em formato CD e pela Três Selos em vinil. Ambas as edições se tornaram itens de colecionador, atingindo valores de mercado elevados, o que atesta sua raridade e o apreço do público e da crítica pela obra. Os shows de lançamento, realizados no Sesc Pompeia, transformaram-se em emocionantes tributos à Serena Assumpção, com a participação de muitos dos artistas que colaboraram no disco. Considerado um "clássico contemporâneo" e uma "verdadeira obra-prima", Ascensão é reconhecido por sua fusão inovadora entre a música de vanguarda brasileira e os cantos tradicionais de terreiro de Umbanda e Candomblé, consolidando-se como um marco na discografia brasileira. A relevância do álbum se mantém viva anos após seu lançamento, com críticas que ressaltam sua capacidade de iluminar corações e mentes.
Faixas
Podcasts
Vamos Falar Sobre Música?
Produzido por Serena e co-produzido por DiPa e Pipo Pegoraro entre 2009 e 2016, o disco “Ascensão” foi lançado pelo Selo Sesc em 2016, alguns meses após o falecimento de Serena em função de um câncer. “Ascensão” homenageia cada um dos orixás do panteão do candomblé, em um projeto nascido a partir das vivências da artista no Santuário da Irmandade do Ilê de Pai Dessemi de Odé, em São Paulo. Em 13 c
Vamos Falar Sobre Música? - Assinantes Orelo · Vamos Falar Sobre Música?
Produzido por Serena e co-produzido por DiPa e Pipo Pegoraro entre 2009 e 2016, o disco “Ascensão” foi lançado pelo Selo Sesc em 2016, alguns meses após o falecimento de Serena em função de um câncer. “Ascensão” homenageia cada um dos orixás do panteão do candomblé, em um projeto nascido a partir das vivências da artista no Santuário da Irmandade do Ilê de Pai Dessemi de Odé, em São Paulo. Em 13 c
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Análises
Crítica | Serena Assumpção: "Ascensão" - Música Instantânea
musicainstantanea.com.br
Embora finalizado nos últimos meses de vida de Assumpção, na época em tratamento contra um câncer de mama, Ascensão seria apresentado ao público somente meses após a morte da cantora, funcionando como um doloroso, porém, acolhedor exercício de despedida.
Serena Assumpção: partir para ficar no belíssimo "Ascensão"
revistamovinup.com
Serena, que se dedicou bastante a manter ativa a obra de Itamar, em shows e projetos, deixou pronto o belíssimo disco "Ascensão", álbum que não exibe as marcas das tragédia mas, pelo contrário, eleva as canções de orixás que Serena se baseou em numa verdadeira jornada espiritual.
Crítica: A alma e a terra no disco póstumo de Serena Assumpção
oglobo.globo.com
O resultado é um álbum que pode ser ouvido como um disco religioso, ou como um exemplar da música brasileira contemporânea. A melhor forma, porém, é entendê-lo como as duas coisas.
Crítica: A alma e a terra no disco póstumo de Serena Assumpção
oparana.com.br
O resultado é um álbum que pode ser ouvido como um disco religioso, ou como um exemplar da música brasileira contemporânea. A melhor forma, porém, é entendê-lo como as duas coisas.
A cultura e a sonoridade afrobrasileira em Ascensão, último álbum de ...
nanu.blog.br
Ascensão é o álbum póstumo de Serena Assumpção, lançado pelo Selo SESC, em 2016 alguns meses após seu falecimento. O álbum conta com 13 faixas de composições sonoras em parceria com Gilberto Martins e que apresentam influências da cultura e musicalidade afrobrasileira e do Candomblé.
Discogs
Ascensão – Discogs
discogs.com