Eu Quero É Botar meu Bloco na Rua

Sérgio Sampaio

1973

Capa de Eu Quero É Botar meu Bloco na Rua
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Por Que Esse Disco é Importante

O álbum Eu Quero É Botar meu Bloco na Rua, homônimo à sua canção de maior sucesso, marca a aguardada estreia solo do talentoso cantor e compositor capixaba Sérgio Sampaio em 1973. Este trabalho se solidifica como uma obra fundamental na MPB daquele período, capturando a essência de um artista cuja voz e lirismo se destacavam pelo anti-heroísmo e um discurso profundamente inconformista. A faixa-título, uma marcha-rancho de apelo universal, rapidamente se tornou um símbolo das composições de Sampaio, permeada por uma crítica sutil, mas incisiva, à repressão vigente. O álbum, como um todo, reflete a maestria de Sampaio em traduzir o espírito de uma época em canções, estabelecendo-o como uma figura singular e essencial no panorama musical brasileiro.

Contexto

O lançamento de Eu Quero É Botar meu Bloco na Rua sucede o projeto "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10", um empreendimento que, em um dos períodos mais severos da ditadura militar brasileira, enfrentou inúmeros cortes e perseguições políticas em virtude da censura. A faixa-título foi originalmente apresentada no VII Festival Internacional da Canção (FIC) em 1972, com Sampaio no palco ao lado do violonista Renato Piau. Apesar de não ter sido a vencedora, a canção conquistou grande reconhecimento e foi incluída no compacto "As Melhores do VII FIC", demonstrando seu impacto imediato junto ao público.

Gravação

A canção "Eu Quero É Botar meu Bloco na Rua" foi produzida por Raul Seixas. Posteriormente, a faixa foi gravada em estúdio para integrar o álbum de estreia da carreira solo de Sérgio Sampaio, que receberia o mesmo título.

Músicas

A canção homônima ao álbum, "Eu Quero É Botar meu Bloco na Rua", é frequentemente categorizada como uma marcha-rancho e chamou atenção pelo anti-heroísmo que se tornaria uma marca das composições de Sampaio. Seu discurso é um inconformista e crítico à repressão dos militares, que são metaforicamente representados na música pelo personagem Durango Kid.

Legado

O single "Eu Quero É Botar meu Bloco na Rua" obteve um estrondoso sucesso de imediato, vendendo mais de 500 mil cópias e sendo aclamada como o maior sucesso do carnaval de 1973. O impacto da canção rendeu a Sérgio Sampaio o Troféu Imprensa de revelação do ano na edição de 1973, consolidando seu reconhecimento. A importância da faixa é sublinhada pela revista Rolling Stone Brasil, que a citou na trigésima oitava colocação em sua lista das 100 maiores músicas brasileiras. Além disso, a canção foi regravada inúmeras vezes por artistas de diversas vertentes, evidenciando sua relevância contínua na música brasileira. Contudo, apesar do sucesso avassalador de "Eu Quero É Botar meu Bloco na Rua", Sérgio Sampaio não conseguiu um deslanchar comercial na mesma proporção em sua carreira.

Faixas

Créditos

Produção, Arranjo

Raul Seixas

Vocais [Uncredited]

Raul Seixas

Acoustic Guitar [Solo], Guitarra

Piau

Violão, Vocais, Arranjo

Sérgio Sampaio

Baixo

Alex Malheiros

Bateria

Ivan Conti, Wilson das Neves

Percussão

Conjunto "Creme Cracker"

Piano, Synthesizer [Moog], Arranjo

José Roberto Bertrami

Masterização

Joaquim Figueira

Técnico

Paulo Sergio

Técnico [Recording]

Ary Carvalhaes, Luigi Hoffer

Capa

Aldo Luiz

Fotografia

Luiz Garrido

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O Maniçoba Podcast retorna, após um longo período sem gravações, para explorar juntamente com o convidado Beto Pacheco do podcast Escuta Aí Curitiba o primeiro disco do Sérgio Sampaio, Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (Philips, 1973). Músico de Cachoeiro do Itapimirim, cidade de Roberto Carlos, Sérgio foi descoberto por Raul Seixas enquanto ele trabalhava na rádio CBS. Sua música brasileira, base

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50 ANOS DE "EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA", DE SÉRGIO SAMPAIO | ALBUM REVIEW

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