Tim Maia (1976)

Tim Maia

1976

Capa de Tim Maia (1976)
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Porque Merece Estar na Lista

Tim Maia (1976) é o sétimo álbum de estúdio do icônico cantor e compositor brasileiro Tim Maia, um marco em sua discografia que solidifica sua maestria no funk e soul. Lançado em meados de 1976, o disco revela a versatilidade e profundidade musical do artista, apresentando composições que transitam entre a crítica social e a homenagem pessoal. Este trabalho é notável pela sonoridade robusta, com arranjos que exploram a essência do funk-soul, e por letras que abordam temas relevantes com a singular perspectiva de Tim Maia. É um exemplar vibrante de sua capacidade de fundir ritmos negros americanos com a identidade brasileira, criando um som inconfundível que se tornaria sua marca registrada.

Contexto

Após um período de desencanto com a seita Cultura Racional em setembro de 1975, Tim Maia buscou novos rumos artísticos. Ele havia planejado gravar um álbum inteiramente em inglês, a ser lançado por sua gravadora independente, Seroma. Contudo, após ensaios, gravações e a confecção da capa, o projeto esbarrou na falta de recursos financeiros. A solução surgiu com a proposta de um contrato de gravação oferecido por seu amigo Pedrinho da Luz, que havia assumido a direção artística do selo Polydor, da gravadora Phonogram.

Gravação

Os ensaios para o álbum começaram com a mesma banda reduzida que havia participado da gravação do disco em inglês, no início do ano. Com o tempo, o grupo cresceu com a adesão de mais músicos, e por sugestão de seu guitarrista, que admirava a Charles Wright & the Watts 103rd Street Rhythm Band, Tim Maia batizou a banda de Vitória Régia. Muitos músicos participaram dos ensaios e até de shows nesse período, embora nem todos tenham gravado o álbum. Tim Maia registrou o disco em poucas sessões nos Estúdios Phonogram, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, após considerar que tinha um repertório sólido e uma banda bem preparada.

Músicas

A canção "Rodésia" emerge como um dos grandes destaques do álbum, abordando o continente africano e suas profundas mazelas como a miséria, a fome e a diáspora negra. Com um estilo funk-soul, a faixa discute a situação da Rodésia, que posteriormente se tornaria o Zimbábue, e os conflitos de guerrilhas rivais pelo controle do país após a independência. Esta canção estabelece um contraste marcante com "Guiné Bissau, Moçambique e Angola Racional", de seu trabalho anterior. Outro ponto alto é "Márcio Leonardo e Telmo", um funk com forte influência de Stevie Wonder, evidenciada pelo uso proeminente de clavinete. A canção é uma homenagem que o artista carioca dedicou a seus dois filhos, revelando um lado mais pessoal e afetuoso em sua composição.

Legado

Lançado em meados de 1976, o álbum foi disponibilizado em LP e fita cassete pela Polydor, obtendo uma boa vendagem impulsionada pelo moderado sucesso radiofônico da canção "Rodésia". O retorno financeiro do disco foi suficiente para que Tim Maia pudesse bancar o lançamento de seu projeto em inglês no final do mesmo ano. O álbum foi subsequentemente relançado em CD em 1993 e novamente em 2010.

Ranking nas Listas

Faixas

Créditos

Arranjo [Strings/Vocals]

Arthur Verocai

Arranjo [Strings]

Miguel Cidras

Arranjo, Mixagem, Bateria, Violão, Percussão, Flauta, Vocais

Tim Maia

Vocais de Apoio

Antônio Cláudio, Gastão Lamounier, Junior Mendes

Baixo

Carlos Simões

Bass [Funky Machine], Percussão, Vocais

Antônio Pedro Fortuna

Bateria, Percussão

Paulinho Batera

Teclados, Vocais

Reginaldo Francisco

Guitarra Solo, Percussão, Vocais

Paulinho Guitarra

Guitarra Base

José Maurício, Paulinho Roquete

Engenheiro de Som, Mixagem

Ary Carvalhaes

Corte

Luigi Hoffer

Arte

Aldo Luiz, Jorge Vianna

Fotografia

Orlando Abrunhosa

Referências