Waldick Soriano ao Vivo
Waldick Soriano
2007

Porque Merece Estar na Lista
Waldick Soriano ao Vivo, lançado em 2007, é um registro essencial da carreira do icônico cantor e compositor brasileiro. Este álbum captura a essência e a dignidade do canto popular de Waldick, apresentando-o em um de seus últimos grandes momentos no palco. É uma obra que ressoa com a profundidade do estilo brega, bolero e seresta, gêneros nos quais Soriano se consagrou, e oferece uma janela para a emoção crua e a entrega apaixonada que sempre foram suas marcas registradas. Embora lançado em um período mais avançado de sua vida, o disco demonstra a força perene de sua arte. O álbum não é apenas uma coletânea de sucessos, mas uma celebração da conexão inabalável de Waldick com seu público, traduzindo sentimentos universais de amor e desilusão em melodias e letras que marcaram gerações. A performance ao vivo confere uma autenticidade palpável às canções, permitindo que a voz do artista, mesmo com o passar dos anos, transmitisse toda a intensidade de suas composições. É um testemunho da relevância duradoura de sua obra no panorama da música popular brasileira.
Contexto
No período que antecedeu a gravação de Waldick Soriano ao Vivo, em 2006, Waldick Soriano já era um artista veterano, com uma trajetória iniciada em 1959 e dezenas de discos lançados ao longo das décadas. Aos 74 anos, embora sua saúde já apresentasse sinais de fragilidade e sua voz pudesse falhar ocasionalmente, ele mantinha uma intensa agenda de shows, especialmente no Nordeste do Brasil. O projeto deste álbum, que culminou também em um DVD, nasceu da iniciativa da atriz Patrícia Pillar, fã assumida de Waldick, que o encontrou em um show em Sobral, no Ceará. Esse encontro resultou não apenas no registro ao vivo, mas também na produção de um documentário sobre o cantor, intitulado "Waldick: Sempre no Meu Coração", que seria lançado em 2007.
Gravação
O álbum Waldick Soriano ao Vivo foi gravado em novembro de 2006, durante um show no Centro Cultural Sesc Luiz Severiano Ribeiro, em Fortaleza, Ceará, local com um significado especial, pois Waldick Soriano havia morado na cidade por muitos anos. A direção do espetáculo ficou a cargo de Patrícia Pillar, que também assinou a direção musical ao lado de José Milton. A produção geral foi de Patrícia Pillar e Mariza Leão, com produção executiva de Thiago Pimentel. A banda que acompanhou Waldick contava com músicos de primeira linha e arranjos bem cuidados. Jota Moraes foi responsável pelo piano, regência e arranjos, com a participação de Nilsinho no trombone, João Lyra no violão, Ítalo no acordeon, Jorge Helder no baixo e Don Chacal na percussão. O registro técnico do álbum foi realizado com uma unidade móvel de gravação, a Loudness, e em estúdios como o Estúdio Ararena e a Cia. Dos Técnicos Studios, com a masterização final feita no Classic Master.
Músicas
O repertório de Waldick Soriano ao Vivo é uma antologia cuidadosamente selecionada de "bolerões" clássicos que definiram a carreira do artista, escolhidos por Patrícia Pillar e Fausto Nilo. Entre as faixas que se destacam estão clássicos incontornáveis como "Eu Não Sou Cachorro Não", um de seus maiores hinos, e "Tortura de Amor", que exemplificam a intensidade lírica de suas composições. Outras canções memoráveis incluem "O Moço Pobre", "Eu Também Sou Gente", "A Saudade Que Você Deixou Aqui", "Paixão de Um Homem", "Carta de Amor", "Vestida de Branco", "Dama de Vermelho", e "Perfume de Gardênia". O álbum também apresenta "A Voz do Povo é a Voz de Deus", que encerra o show em um momento de forte comunhão entre Waldick e seu público. As letras exploram temas recorrentes de seu universo musical: amores perdidos, desilusões, paixões avassaladoras e o sofrimento inerente aos relacionamentos, sempre com uma linguagem direta e emotiva que falava diretamente ao coração do povo.
Legado
Waldick Soriano ao Vivo, lançado em 2007 pela Som Livre, representa um "bem cuidado registro ao vivo" da obra de Waldick Soriano, disponibilizado em CD e DVD. A iniciativa de Patrícia Pillar em dirigir o show e coproduzir o álbum trouxe uma nova roupagem e uma produção caprichada, com arranjos e músicos de primeira linha, garantindo a dignidade do canto popular de Waldick. Embora não haja informações específicas sobre vendas ou posições em rankings, a existência deste registro de alta qualidade, próximo ao fim da vida do artista (ele faleceu em 2008), consolidou sua memória e a perenidade de suas canções para novas gerações. O álbum serviu como um "aperitivo" para o documentário "Waldick: Sempre no Meu Coração", também lançado em 2007, reforçando a importância cultural do artista. A recepção do público foi de grande emoção, como evidenciado pelo clima de intensa comunhão entre o artista e a plateia no encerramento do show com "A Voz do Povo é a Voz de Deus". Este lançamento foi crucial para celebrar a trajetória de um dos maiores ídolos da música popular e romântica brasileira, assegurando que seu legado continuasse a ressoar, mesmo com Waldick já afastado dos grandes circuitos radiofônicos e televisivos da época.
