Alegria, Alegria Vol. 2
Wilson Simonal
1968

Ranking nas Listas
Por Que Esse Disco é Importante
Alegria, Alegria Vol. 2, lançado em 1968, é um registro essencial da vitalidade musical de Wilson Simonal, consolidando seu estilo vibrante que mescla samba, bossa nova e soul, caracterizado pelo que ele próprio chamava de "swing". O álbum exemplifica a fase áurea do cantor, quando sua performance carismática e técnica vocal apurada o colocavam entre os nomes mais proeminentes da MPB. É uma obra que irradia a energia contagiante e a musicalidade singular de Simonal, um artista que redefiniu a forma de interpretar a canção popular brasileira com um balanço inconfundível. Este trabalho não é apenas uma continuação do sucesso de seu antecessor, mas uma afirmação da sonoridade "pilantragem" que Simonal ajudou a popularizar, um gênero que abraçava a diversidade rítmica brasileira com influências internacionais, entregue com um virtuosismo vocal e uma presença de palco (transposta para o disco) que cativavam o público. O título completo do álbum, Alegria, Alegria Vol. 2 ou Quem Não Tem Swing Morre Com a Boca Cheia de Formiga, já antecipa a irreverência e a marca registrada de Simonal.
Contexto
No período do lançamento de Alegria, Alegria Vol. 2, Wilson Simonal já era uma estrela consolidada na cena musical brasileira. Tendo iniciado sua carreira na década de 1960, ele comandou programas de televisão de grande audiência, como Spotlight na TV Tupi e Show em Si... Monal e Vamos S'imbora na TV Record. Sua mudança para a TV Record em janeiro de 1966 o inseriu no maior canal de TV brasileiro da época, conhecido por seus programas musicais que abarcavam desde a bossa nova à jovem guarda. Este contexto de ampla visibilidade e sucesso pavimentou o caminho para o lançamento de um álbum que refletia sua popularidade e a inovação de seu estilo, a "pilantragem", em um Brasil efervescente culturalmente.
Gravação
A produção de Alegria, Alegria Vol. 2 contou com Milton Miranda na direção de produção, enquanto a direção musical, arranjos e orquestrações ficaram a cargo do talentoso Cezar Camargo Mariano. Jorge Teixeira Da Rocha foi o engenheiro de som responsável pela gravação. Há relatos de que o disco apresentou uma quantidade de metais maior do que a indicada na ficha técnica, além da participação de uma orquestra de cordas sem créditos específicos, o que sugere uma riqueza e complexidade sonora que superava o detalhado nas informações do álbum.
Músicas
O álbum apresenta um repertório diversificado que solidifica o estilo de Simonal, incluindo faixas notáveis como "Sá Marina", uma composição de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar, que mais tarde alcançaria reconhecimento internacional sendo regravada por Sérgio Mendes e Stevie Wonder sob o título "Pretty World". Outras canções de destaque são "Zazueira", de Jorge Ben (Ben Jor), e "Recruta Biruta", assinada por Nássara, Alberto Ribeiro e Antônio Almeida. Simonal também colabora na composição de "De Como Um Garoto Apaixonado Perdoou Por Causa De Um Dos Mandamentos", ao lado de Nonato Buzar e Chico Anísio. A seleção de músicas evidencia a versatilidade do artista em transitar entre sambas, baladas e composições com forte apelo popular.
Legado
Alegria, Alegria Vol. 2 é uma peça importante na discografia de Wilson Simonal, refletindo seu auge artístico e comercial na década de 1960. Embora não haja dados específicos sobre vendas ou premiações para este volume isoladamente, a popularidade de Simonal na época e o sucesso de suas músicas, incluindo canções deste álbum como "Sá Marina", que transcendeu fronteiras, atestam a relevância da obra. O álbum integra a coletânea "Na Odeon: 1961-1971", um box set de 8 CDs que compila o trabalho de Simonal na gravadora, indicando o valor histórico atribuído à sua produção neste período. Posteriormente, o álbum foi relançado em compilações, como o CD "2 Em 1: Alegria, Alegria - Vol. 2 & Alegria! Alegria! Vol. 4" de 2003, demonstrando o interesse contínuo em sua obra.
Faixas
Créditos
César Camargo Mariano
Lyrio Panicali
Milton Miranda
Jorge Teixeira Da Rocha
Z. J. Merky
Reny R. Lippi
Moacyr Rocha
Studio Maitiry
Filmes

Simonal
2019
Baseado na vida do cantor e compositor Wilson Simonal de Castro, o Simonal (Fabrício Boliveira). O carioca fez sucesso durante as décadas de 1960 e 1970 com uma carreira repleta de altos e baixos que transitaram para além dos palcos. Problemas financeiros e polêmicos posicionamentos durante a ditadura marcam a história do astro.

Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei
2009
A trajetória do ex-cabo do exército Wilson Simonal, que se tornou cantor de grande sucesso nos anos 60. Lançado por Carlos Imperial, Simonal vendeu milhões de discos e lotou estádios em seus shows até ser condenado ao ostracismo devido à acusação de que era informante da ditadura militar, o que sempre negou.
Livros

Os 500 Maiores Álbuns Brasileiros de Todos os Tempos
Ricardo Alexandre · 2022
A maior eleição de música brasileira já feita: 162 especialistas, entre jornalistas, críticos, músicos, produtores e podcasters, indicaram, cada um, 50 discos essenciais, apoiados por uma masterlist de mais de 2.000 obras. Encabeçada por Ricardo Alexandre, com tabulação de Sérgio Jomori, foi publicada em dezembro de 2022 em um livro de 200 páginas em capa dura, com projeto gráfico de Fernando Pires.

Nem vem que não tem: a vida e o veneno de Wilson Simonal
Ricardo Alexandre · 2009
Esta é amplamente reconhecida como a biografia definitiva de Wilson Simonal. O livro oferece um panorama detalhado da vida e carreira do artista, desde seus primeiros sucessos até suas controversas últimas décadas. Cobre em profundidade sua obra musical, incluindo os álbuns lançados em 1968, como 'Alegria, Alegria Vol. 2', contextualizando-os dentro de sua trajetória artística e pessoal.
Análises
Blog da Música Brasileira: 1968 - Alegria, Alegria Vol. 2 ou Quem Não ...
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E nada melhor que neste primeiro dia do novo ano trazer o carisma, o talento e um pouco da história de um dos maiores nomes da história da música brasileira, o carioca Wilson Simonal.
Wilson Simonal - Alegria, Alegria Vol. 2 (1968)
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Esse encontro histórico, que foi eternizado ao final da turnê de 1996 com um show gravado no Canecão (RJ), teve mais dois volumes, sem a presença de Alceu Valença. Agora, duas décadas após o lançamento do projeto que já vendeu mais de 2 milhões discos, Alceu volta a se unir...