Os Mutantes
Os Mutantes
1968

Why This Album Matters
The debut album Os Mutantes, released in June 1968, is a cornerstone in the history of Brazilian music. Considered a landmark of psychedelic rock in the country, it stands out for its audacity and innovative sound for its time. The work is fully embedded in the Tropicalismo movement, which redefined Brazilian culture and art. Os Mutantes is notable for its ability to fuse intrinsic elements of Brazilian music with the effervescence of psychedelic and experimental rock. The band employed a range of unconventional studio techniques, which contributed to the album's avant-garde and distinctive sound, making it a singular example of musical creativity in Brazil.
More so than the albums by other artists of the movement, Os Mutantes adheres strictly to the tenets of Tropicalismo, acting as a second volume to the sonic manifesto Tropicália ou Panis et Circensis.
José Julio do Espirito Santo · Rolling Stone Brasil
Context
Before the release of their debut album, Os Mutantes had already consolidated a prominent presence in the Brazilian cultural scene. The band debuted on TV Record's programme "O Pequeno Mundo de Ronnie Von", where they contributed soundtracks that adapted classical compositions for rock and performed international hits. Their refusal to participate in Jovem Guarda, due to the amount of equipment they used, demonstrated the band's originality and commitment to their sound. The year 1967 was crucial for the group, who, through maestro Rogério Duprat, met Gilberto Gil. This partnership resulted in songs such as "Bom Dia" and "Domingo no Parque", the latter presented at the III Festival de Música Popular Brasileira, marking the group's Tropicalista debut and winning second place. From then on, Os Mutantes immersed themselves in the Tropicalista movement, participating in historical events such as the controversial performance of "É Proibido Proibir" at the III Festival Internacional da Canção and the programme "Divino, Maravilhoso". The band also contributed to the "manifesto album" Tropicalia ou Panis et Circencis and to recordings by Gilberto Gil and Caetano Veloso, in addition to producing television commercials and jingles.
Recording
The album was recorded in early 1968 under the production of Manoel Barenbein and with arrangements by Rogério Duprat, a central figure in the fusion of sounds that characterised Tropicalismo. The album's sound conception is marked by intense experimentalism, which transcended the standards of the time. The recording process employed various studio techniques, such as unexpected rhythm changes, distorted guitars, and the creative use of noises and sound effects. A notable example of this inventiveness is the use of unconventional objects to simulate instrument sounds, such as an insecticide pump used on the track "Le Premier Bonheur do Jour", demonstrating the constant search for new textures and timbres.
Songs
The sound of Os Mutantes is a rich tapestry, reflecting the strong influence of the English band The Beatles and psychedelic rock, skilfully intertwined with typically Brazilian musical genres. This fusion is evident in tracks such as "A Minha Menina", which incorporates samba elements, "Bat Macumba" with touches of candomblé, and "Maria Fulô", which embraces baião. The album's compositions carry stories and peculiarities. The opening track, "Panis et Circenses", is a creation by Gilberto Gil and Caetano Veloso, composed in just fifteen minutes. "A Minha Menina", a classic, was written by Jorge Ben at Rita Lee's request. "O Relógio" is a personal homage from Rita Lee to her own clock, while "Maria Fulô", a song by Sivuca and Humberto Teixeira from 1951, was suggested by Rita to "Brazilianise" the repertoire, being a melody her mother used to play on the piano. The song "Senhor F" was strongly inspired by The Beatles' "Being for the Benefit of Mr. Kite!", and "Le Premier Bonheur du Jour" is a French song, originally by Françoise Hardy, which Rita Lee had already performed with her group Teenage Singers.

Released almost simultaneously with the manifesto album Tropicália ou Panis et circensis, Os Mutantes' first LP advanced the collective's playful explorations.
Arthur Dapieve · 300 Discos Importantes
Legacy
Since its release, Os Mutantes has been acclaimed as an avant-garde work, redefining the Brazilian musical landscape by blending psychedelic rock with national elements, an unprecedented approach for the era that surpassed the more pop phase of iê-iê-iê. The album garnered positive reviews globally, with John Bush of Allmusic describing it as an "incredibly creative journey" that assimilated orchestral pop, lunatic psychedelia, and concrete music, considering it "Much more experimental than any of the albums produced by bands from Great Britain or America of the psychedelic era". The album's recognition transcended borders, being ranked 9th on Rolling Stone magazine's list of the 100 greatest Brazilian music albums. MOJO magazine elected it one of the 50 most experimental albums in history, surpassing names like The Beatles, Pink Floyd, and Frank Zappa. Furthermore, Al Borde magazine included it in 21st Position on the list "Los 250: Essential Albums of All Time Latin Alternative - Rock Iberoamericano", making it the highest-placed Brazilian album in that selection.
Rankings
Tracks
Credits
Arnaldo Baptista, Rita Lee, Sergio Dias
Os Mutantes
Olivier Perroy
Podcasts
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Episódio final da temporada: o disco-manifesto que reuniu Gil, Caetano, os Mutantes, Gal, Duprat e Tom Zé e lançou as músicas da música brasileira pós-moderna. Convidado do episódio: Tim Bernardes. Assinantes do CLUBE DISCOTECA BÁSICA têm acesso a conteúdo extra. Saiba como assinar: https://podcastdiscotecabasica.com/assine/ Quem não tem preconceito com estilos e instrumentos está à vontade na
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O MAIOR ÁLBUM BRASILEIRO DIANTE DO PLANETA - Três garotos paulistanos absorvem o mundo de 1968 e devolvem nossa grande contribuição para o pop internacional. Convidado do episódio: John Ulhoa (Pato Fu) Assinante do Clube Discoteca Básica tem conteúdo complementar. No episódio desta semana a gente fala sobre Os Mamíferos, banda pioneira ativa entre 1966 e 1971 que fez a sua própria versão antec
Rita Lee - Discografia comentada · Ziriguidum
Eles quiseram cantar umas canções iluminadas de sol. E entraram para a história. participam desse episódio: Péricles Cavalcanti e Bernardo Araújo. ****** A discografia de Rita Lee, além de rica e diversa, faz um panorama do crescimento do pop/rock brasileiro. Rita é personagem fundamental desde a Tropicália, passando pelo rock dos anos 70 e 80, pioneira no fenômeno dos Acústicos dos anos 2000 e
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Em junho de 1968, o tropicalismo fervilhava a cena cultural brasileira e Os Mutantes funcionavam mais ou menos como motor de uma engrenagem que seria freada em dois momentos específicos: o decreto do AI5, que dissolveu à força o movimento liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil; e a posterior saída de Rita Lee, que mancharia para sempre a história da banda pioneira no experimentalismo no rock b
Conhecendo os álbuns "Os mutantes 1968" e "Tropicalia Panis et Circenses 1968". · Beatriz Kattendjian
Olá queridos ouvintes, nesse podcast vamos fazer uma análise sobre os álbuns citados no título deste episódio e também daremos informações sobre eles. Teremos a presença de Beatriz Lanzani, Cecilia Vieira, Daniel Neves, Gabriel Castro, Giovanna Morais e João Vitor Dantas. Editora: Beatriz Lanzani. Locutores: Cecilia Vieira, Daniel Neves, Gabriel Castro, Giovanna Morais e João Vitor Dantas. Matéria
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Books

The 500 Greatest Brazilian Albums of All Time
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The election was spearheaded by journalist Ricardo Alexandre, creator of the Discoteca Básica podcast. Ricardo consulted 162 specialists including journalists, YouTubers, podcasters, musicians, record-shop owners and producers. The result was published as a 200-page hardcover book, with graphic design by Fernando Pires.
Discobiografia Mutante - Álbuns que revolucionaram a música brasileira
Chris Fuscaldo · 2021
Esta obra é uma discobiografia abrangente sobre a banda Os Mutantes, explorando a fundo sua trajetória, desde a formação com Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias, até as diversas formações e o impacto de suas produções. O livro analisa como os álbuns do grupo, com sua essência contracultural, revolucionaram a música brasileira, fazendo dele uma fonte essencial para entender o álbum de estreia de 1968.

300 Important Albums of Brazilian Music
Charles Gavin, Tárik de Souza, Carlos Calado, Arthur Dapieve · 2008
Conceived by Titãs drummer and musical researcher Charles Gavin, the 434-page book brings together covers and reviews of albums released between 1929 and 2007. The texts were written by journalists Tárik de Souza, Arthur Dapieve and Carlos Calado.
Analyses
Os Mutantes – Wikipedia
Wikipedia, the free encyclopaedia
Os Mutantes – The 100 Greatest Albums of Brazilian Music
José Julio do Espirito Santo · Rolling Stone Brasil
A influência dos mutantes hoje é enorme, aqui e lá fora, tendo artistas como David Byrne e Björk entre seus fãs.Os Mutantes, o primeiro álbum da banda, já havia conquistado o 12° lugar em uma lista dos “50 Discos Mais Experimentais de Todos os Tempos" – duas posições acima deSgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, e bem à frente deThe Piper at the Gates of Dawn, do Pink Floyd. Mais do que os álbuns dos outros artistas do movimento,Os Mutantessegue os preceitos do Tropicalismo à risca, como um segundo volume do manifesto sonoroTropicália ou Panis et Circensis. “Baby" ganha aqui uma leitura oposta à bossa nova, imbuída em distorções de guitarra e teclados. O maestro Rogério Duprat ajudou o trio nos arranjos e nada faltou: desde a gravação do som ambiente (perfeito na abertura do sambão torto de “Adeus Maria Fulô") até a manipulação de fitas magnéticas (uma herança da música concreta) em um copia-cola manual. “Panis et Circensis", que abre o disco, vem com tudo isso. É um perfeito exercício de criatividade musical.
Crítica | "Os Mutantes" (1968) - Os Mutantes - Plano Crítico
planocritico.com
O disco capturou o espírito irrequieto de 1968 enquanto antecipava caminhos que a música brasileira só trilharia anos depois. A irreverência do trio ao desconstruir baião, samba e candomblé para recriá-los sob nova ótica experimental abriu portas para gerações futuras de artistas.
Os Mutantes - Os Mutantes (1968) ~ Rock: Álbuns Clássicos
rockalbunsclassicos.com.br
Formados em São Paulo no melancólico fim da década de 1960, os Mutantes encarnaram uma síntese rara: rock elétrico e psicodélico impregnado de música popular brasileira, temperado por humor e por métodos de estúdio pouco ortodoxos.
Os Mutantes (1968) — o disco que abriu a mente, o peito e a ...
teoriacultural.com.br
Lançado em 1968, esse disco não veio para tocar no rádio — ele veio para desentortar a alma. Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias abriram caminho com uma audácia quase ingênua, quase profética, quase punk, quase mágica.
Discogs
Os Mutantes – Discogs
discogs.com
